Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.


Cronograma de retomada do transporte frustra comércio de Florianópolis

Empresário, que enfatizam os impactos econômicos da pandemia, esperavam liberação dos ônibus a partir do dia 8, e não apenas no dia 17

Transporte coletivo volta no dia 18 em Florianópolis com regras rígidas para garantir segurança de passageiros e trabalhadores – Foto: Anderson Coelho/NDTransporte coletivo volta no dia 18 em Florianópolis com regras rígidas para garantir segurança de passageiros e trabalhadores – Foto: Anderson Coelho/ND

O anúncio de retomada do transporte coletivo a partir do dia 17 foi recebida com misto de alívio e frustração pelo comércio de Florianópolis, que esperava a liberação já a partir de segunda-feira, 8.

A manutenção da suspensão por mais nove dias, a partir da data liberada pelo governo do Estado, foi criticada pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) em ofício enviado ontem à prefeitura e à Câmara de Vereadores.

Segundo o presidente Ernesto Caponi, o tempo de espera pela liberação do sistema é “demasiadamente longo a ser amargado pelas empresas, já duramente atingidas por sucessivas ações governamentais de combate da pandemia”.

De acordo com Caponi, a entidade acompanhou de perto o processo para a retomada do serviço, paralisado há 78 dias, e considera que o “planejamento está bem estruturado há quase três semanas”, o que não justificaria adiar ainda mais o retorno dos ônibus.

A CDL sustenta que os setores de comércio e serviços foram muito impactados com a suspensão das atividades desde o início da pandemia da Covid-19 e que a falta do transporte público contribui para agravar o cenário.

Os empresários não esperavam mais limitações no município, mesmo depois da autonomia dada pelo Estado às prefeituras: argumentam que “estudos comprovam que a doença está controlada em Florianópolis e no Estado”.

O prefeito Gean Loureiro (DEM), no entanto, tem resistido às pressões e deliberado as medidas de flexibilização com base nas avaliações epidemiológicas e estrutura de saúde disponível.

A estratégia tem dado certo. A Capital completou ontem 30 dias sem morte por Covid-19, taxa de letalidade em 0,8% e coeficiente de transmissibilidade entre 0,8 e 1,2, índice atribuído ao uso da máscara pela grande maioria da população.

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