Cruzes e velas lembram vítimas da Covid-19 em Chapecó

Vigília marcou o início da manifestação em memória às vítimas do novo coronavírus. Cem cruzes foram fincadas no quintal da paróquia no bairro Passo dos Fortes

Um grupo de fiéis de Chapecó fixou cruzes em frente à Região Pastoral Nordeste da Paróquia Santo Antônio, no bairro Passo dos Fortes, em um ato de memória e solidariedade às mais de 100 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus no Brasil

Cruzes e velas lembram vítimas da Covid-19 em protesto em Chapecó – Foto: Edivandro Luiz/Arquivo pessoal/NDCruzes e velas lembram vítimas da Covid-19 em protesto em Chapecó – Foto: Edivandro Luiz/Arquivo pessoal/ND

“Mais do que um protesto, é um gesto de solidariedade, pois atingimos no sábado 100 mil mortos. Não são somente números, são pessoas”, explicou o padre Edivandro Luiz.

Ao todo, cem cruzes foram fixadas na frente da paróquia. Uma vigília no último sábado (8) marcou a manifestação dos fiéis. “É um cenário impactante. Colocamos as cruzes como um sinal de alerta para que as pessoas vejam isso e percebam que a situação é grave, e que precisamos de responsabilidade de toda a sociedade”, afirmou Edivandro.

Para o padre, além de uma manifestação de solidariedade e empatia com as vítimas, o ato representa um gesto de denúncia. “Para dizer que precisamos de uma política pública eficiente de combate para salvar mais do que a economia, mas as vidas, que é o mais importante”, completou. 

A manifestação também foi marcada por uma missa no domingo (9) em memória às vítimas da tragédia provocada pelo novo coronavírus. “Para cada uma das 100 cruzes acendemos uma vela, pois cada cruz simboliza 1 mil pessoas”, salientou o padre.

Cruzes e velas lembram vítimas da Covid-19 em protesto em Chapecó – Foto: Edivandro Luiz/NDCruzes e velas lembram vítimas da Covid-19 em protesto em Chapecó – Foto: Edivandro Luiz/ND

As cruzes, que foram feitas de madeira, devem ficar no local enquanto perdurar a pandemia. “Elas cumprem com o papel de alertar a população para que tome cuidado. É uma região de bastante movimento. No decorrer do tempo vamos pensar em outras atividades”, enfatizou o padre. 

A paróquia compreende 30 comunidades de Chapecó e, entre os 26 mortos registrados no município, algumas das vítimas eram ligadas à comunidade católica Nordeste.

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