Cuidados nas festas de fim de ano vão definir quarta onda da Covid-19 no país

Pesquisador da Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz), Leonardo Bastos, ressalta que a curto prazo, a população deve ter cautela

Desde o começo deste mês, a Europa tem registrado aumento nos números de novos infectados e mortes com a Covid-19. A descoberta de uma nova variante na África do Sul, a Ômicron, fez crescer a preocupação sobre uma possível quarta onda da doença.

Já os brasileiros ficam na dúvida se corremos o risco de reviver números de novos casos da Covid-19 e mortes como vivemos no primeiro semestre deste ano e em 2020. Especialistas apontam que as atitudes nas festas de fim de ano e nas férias de verão e Carnaval determinarão os caminhos da pandemia por aqui. As informações são do R7.

Movimento e certa aglomeração – Foto: Leo Munhoz/NDMovimento e certa aglomeração – Foto: Leo Munhoz/ND

Para o pesquisador da Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz), Leonardo Bastos, a situação no continente europeu deve servir de alerta. No curto prazo, devemos ter cautela, mas é pouco provável que vejamos um crescimento no Natal, Réveillon e até em janeiro. Ele ressalta que se não se pode ignorar o fato de que estamos em uma pandemia.

Já a vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileiro de Imunizações, a médica Isabella Ballalai, alerta que a Covid-19 ainda está entre nós e que “qualquer excesso pode trazer uma nova onda pra nós aqui”.

Brasil x Europa

Ainda segundo a médica, a situação na Europa não pode ser comparada integralmente com a do Brasil. Ela pontua que há vários fatores para as causas da nova onda. Uma delas é a ausência de terceira dose, pois as pessoas perdem a proteção depois de um tempo. No Brasil, a terceira dose vem sendo aplicada.

O inverno influencia na 4ª onda europeia?

A questão da sazonalidade pode ser responsável pelo aumento de casos na Europa e é fundamental para que a variante Ômicron não se espalhe rapidamente por lá.

” Mas sabemos como funciona para o comportamento humano. As pessoas, no frio, aglomeram mais, ficam em ambientes fechados. O comportamento humano ajuda na dinâmica da pandemia”, pontua Leonardo Bastos.

Vacinação é fundamental

A imunização é determinante para definir a evolução da pandemia, mesmo após o surgimento de nova cepa na África do Sul e as incertezas sobre a efetividade dos imunizantes contra a Ômicron.

De acordo com Leonardo Bastos, o Brasil tem a favor a alta adesão da população às vacinas. O pesquisador da Fiocruz salienta que A vacina é o melhor que temos para controlar a pandemia”.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) e pesquisadores no mundo esperam ter informações mais claras sobre a Ômicron nos próximos dias. Por garantia, o site da organização segue claro:

“A OMS trabalha com parceiros técnicos para entender o impacto potencial dessa variante em nossas contramedidas existentes, incluindo vacinas. As vacinas continuam sendo fundamentais para reduzir doenças graves e morte, inclusive contra a variante circulante dominante, Delta. As vacinas atuais permanecem eficazes contra doenças graves e morte”, orienta a OMS.

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