Descaso no Hospital Regional de Joinville: pacientes estão sem ar-condicionado na UTI

Familiares relatam que pessoas internadas estão sendo resfriadas com panos molhados para minimizar o calor

Em uma semana em que Joinville tem registrado altas temperaturas, chegando a mais de 30 °C, familiares de pessoas internadas no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt denunciam uma situação desumana: alas de UTI da unidade estão sem ar-condicionado e os pacientes têm sido “refrescados” com panos molhados para minimizar o calor.

UTI do Hospital Regional de Joinville está sem ar-condicionado – Foto: Governo Estadual/Divulgação/NDUTI do Hospital Regional de Joinville está sem ar-condicionado – Foto: Governo Estadual/Divulgação/ND

O avô de Melissa Gregório está internado desde a última quinta-feira (28) na instituição. Com 73 anos e problemas cardíacos, ele é um dos pacientes que sofrem com o calor dentro da ala de cuidados intensivos do hospital.

“Os pacientes estão passando muito calor, não conseguem dormir e uma visitante chegou a desmaiar”, denuncia a neta, que diz que cerca de 12 pacientes estão internados no local. O pai de Angélica Silveira é outra vítima do calor insuportável na ala. “Ele está enfebrando, passando mal”, desabafa. Confira o desabafo das familiares:

Segundo um funcionário do hospital, o problema está no gerador e oito ar-condicionados estão com problemas. O contrato de manutenção dos aparelhos teria vencido ainda no ano passado e, até agora, a equipe de manutenção tem usado peças de outros equipamentos para tentar controlar a situação, sem sucesso.

De acordo com o hospital, a instituição está ciente do problema e encaminhou o caso à Secretaria de Estado da Saúde. Segundo o órgão, já está em processo de conclusão para lançamento de licitação de manutenção preventiva e corretiva dos aparelhos de ar-condicionado de todos os hospitais do Estado e trata a situação como prioridade. Segundo a unidade, todos os trâmites para a contratação emergencial de empresa para conserto pontual do aparelho no hospital já estão sendo realizados.

Questionados, o hospital e a secretaria não responderam quantos pacientes são afetados pela situação, há quanto tempo e nem o prazo para resolução do problema.

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Saúde