Desvendando os tratamentos das válvulas do coração

Estruturas são responsáveis pelo fluxo de sangue em um único sentido, proporcionando bom funcionamento do sistema cardíaco

Entenda como funcionam as válvulas do coração – Foto: Programa Harvard Medical School PortugalEntenda como funcionam as válvulas do coração – Foto: Programa Harvard Medical School Portugal

Quando se trata de problema no coração, o assunto é sério. E para quem não é do ramo da Medicina, muitas vezes é difícil entender os tipos de cirurgias, como decidir sobre o procedimento mais adequado para garantir a qualidade de vida do paciente. Mas hoje, a tecnologia está aí para ajudar. E se estiver em boas mãos, tudo se resolve.

Os irmãos Leopoldo Moratelli Neto e Lindolfo Moratelli Filho, médicos cirurgiões cardiovasculares da Pró Cuore, explicam sobre uma das cirurgias cardíacas que têm feito em pacientes que necessitam de tratamento nas válvulas do coração. Você sabe o que são essas válvulas e como são trocadas ou corrigidas?

“A cirurgia cardíaca se torna um momento delicado na vida de cada paciente. Por isso, em primeiro lugar, estamos preocupados com a saúde e bem-estar de cada indivíduo, respeitando suas preferências, necessidades e valores”, afirmam os médicos.

As Cirurgias de Válvulas (plastia ou troca valvar)

“As valvas ou válvulas cardíacas são estruturas responsáveis pelo fluxo de sangue em um único sentido, funcionam como válvulas de retenção, não permitindo que o sangue retorne no sentido contrário. Existem quatro valvas no coração: mitral, aórtica, tricúspide e pulmonar”, diz Dr. Leopoldo.

O médico explica que as válvulas mais acometidas e que necessitam de intervenção cirúrgica são a mitral e aórtica. “Vários fatores levam à doença nas valvas cardíacas, mas as principais são decorrentes da febre reumática (que pode ser adquirida ainda na infância) ou de causas degenerativas e genéticas”, diz.

Para quem o procedimento é indicado?

Estenose ou regurgitação são problemas que ocorrem nas válvulas – Foto: DivulgaçãoEstenose ou regurgitação são problemas que ocorrem nas válvulas – Foto: Divulgação

Indicado para pacientes com estenose (dificuldade na passagem do sangue) ou insuficiência (fechamento inadequado das válvulas, com refluxo de sangue).

Como é a cirurgia?

O tratamento da doença valvar consiste na plastia (reconstrução) ou na troca da valva, que pode ser com próteses biológicas ou mecânicas. A indicação da plastia ou troca fica a critério do cirurgião, uma vez que depende da anatomia e do estado da valva do paciente.

Próteses de válvulas cardíacas: biológicas ou mecânicas

Atualmente, existem basicamente dois tipos de materiais que constituem as próteses de válvulas cardíacas: tecidos biológicos ou mecânicos. “Todos os estudos mostram que a melhor atuação em doenças valvulares seriam as plásticas, onde se manteriam o tecido próprio com intuito de restabelecer a função. Mas, existe uma série de fatores que podem não permitir, como a doença de base, o grau de comprometimento e a equipe treinada”, explica Dr. Leopoldo.

Mas afinal, qual a melhor prótese?

Próteses de válvulas cardíacas podem ser biológicas ou metálicas – Foto: DivulgaçãoPróteses de válvulas cardíacas podem ser biológicas ou metálicas – Foto: Divulgação

Dr. Lindolfo explica que a escolha é individual, mas o cardiologista clínico e o cirurgião cardiovascular precisam orientar muito bem, com critérios corretos e não apenas explicar as diferenças de cada válvula, como se fez por muito tempo.

“As válvulas biológicas evoluíram em durabilidade, são construídas e tratadas com soluções anticalcificantes, ou seja, possuem dados científicos com média de duração em torno de 15-20 anos, sendo necessário nova cirurgia após esse período, que com a evolução dos materiais, poderá ser realizada via transcateter, o que já ocorre nas válvulas aórticas”, explicam os médicos.

Porém, ainda são comercializadas válvulas comuns, sendo que em pacientes acima de 70 anos não há diferença estatística comparando com as tratadas com soluções anticalcificantes. “A válvula biológica também necessita o uso de anticoagulantes nos primeiros 3-6 meses”, informa Dr. Lindolfo.

Diz ainda o especialista que as válvulas mecânicas, por sua vez, possuem uma construção de duplo disco, com durabilidade excelente, que na maioria das vezes não necessitará nova intervenção, a não ser quando houver complicações como trombo na válvula (coágulo), infecção ou Leak Paravalvar (soltura de parte da prótese), todas complicações de qualquer tipo de prótese, seja biológica ou mecânica.

“Entretanto, devido à natureza do material mecânico, é necessário o uso contínuo de anticoagulantes, que necessitam exames de sangue para averiguar mensalmente se a dose não está baixa (menor que 2,5 do TAP) que poderia ocasionar trombos, com risco de isquemia de órgãos e até cerebral, ou alta (maior que 3,5 do TAP) que poderia ocasionar sangramentos até hemorragia em órgãos como derrame cerebral”.

Tecnologia para técnicas menos invasivas

“Hoje em dia, nas válvulas aórticas, também conseguimos tratar de forma minimamente invasiva, já que existem próteses que são de liberação rápida, ou seja, não precisa dar muito ponto. E mais comumente, quando o procedimento não é cirúrgico, e podemos tratar por meio de punções, de cateteres, desde 2003, se consegue tratar assim a aórtica para pacientes que não tolerariam cirurgia, com idade mais avançada. E hoje em dia, desde 2019, se tem conseguido também esta técnica para a válvula mitral”, acrescenta Dr. Leopoldo.

Uma escolha em conjunto

Os especialistas aconselham que a escolha deve ser feita em conjunto com paciente e familiares. Pois se o paciente não quer utilizar medicações ou possui risco aumentado para hemorragias, como idosos ou trabalhadores de áreas isoladas, poderiam optar por biológicas. Já um jovem, que não deseja passar por outra cirurgia e consegue manter um controle rigoroso com a medicação anticoagulante, poderia optar por mecânica.

“Há uma evolução intensa sobre as próteses biológicas, e nos últimos anos o seu uso cresceu muito, tanto por aumento de sua durabilidade quanto pelo uso das próteses implantadas por métodos percutâneos, através dos cateteres. Já é realidade a Prótese Transcateter Aórtica (TAVI) em casos selecionados, e as válvulas para posição mitral. São casos e doenças selecionadas, por esse motivo, mesmo em pacientes jovens com prótese biológica, o implante posterior de uma prótese transcateter pode tornar a escolha pela biológica atrativo”, observam os cardiologistas.

Doenças das Valvas Cardíacas

Desde causas genéticas até doenças degenerativas, as valvas cardíacas podem ser acometidas tanto pelo estreitamento de seu orifício até a insuficiência da valva, acarretando disfunção na dinâmica dos fluxos sanguíneos no coração.

A médio e longo prazo causam falta de ar, dor no peito, inchaço nas pernas dentre outros sintomas. O diagnóstico precoce e o planejamento cirúrgico para cada caso tornam os resultados satisfatórios.

“Cada procedimento indicado é feito com ética, responsabilidade e precisão para tratar o problema de saúde e ajudar na melhora da qualidade de vida. As cirurgias são realizadas nos maiores hospitais, públicos e privados, na região da Grande Florianópolis, que oferecem a estrutura necessária para atender emergências, internações, UTIs, entre outros. As consultas de pré e pós-operatório são atendidas no nosso endereço no centro de Florianópolis”, informam os profissionais.

A Pró Cuore

A Pró Cuore é uma clínica idealizada pelos irmãos Leopoldo Moratelli Neto e Lindolfo Moratelli Filho, médicos cirurgiões cardiovasculares que trabalham nos maiores hospitais, públicos e privados, na região da Grande Florianópolis.

Eles formam a equipe com o Dr. Lourival Bonatelli Filho, também médico cirurgião cardiovascular, com experiência de mais de 10 mil cirurgias cardíacas e marcapassos, sendo pioneiro nas cirurgias de implante de marcapassos, ressincronizadores e cardiodesfibriladores no Instituto de Cardiologia de Santa Catarina.

Dr. Leopoldo Moratelli Neto – Cirurgião Cardiovascular – CRM SC 11711 / RQE 11617

Dr. Lindolfo Moratelli Filho – Cirurgião Cardiovascular – CRM SC 18325 / RQE 17229

PRÓ CUORE

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