No Dia Mundial do Doador de Sangue, livro conta história da hemoterapia em Santa Catarina

Obra que relata a trajetória hematológica no Estado será lançado nesta segunda-feira (14), no canal do Hemosc no YouTube

No Dia Mundial do Doador de Sangue, a trajetória de mais de 60 anos da hemorrede pública catarinense está no livro A História da Hemoterapia Catarinense – O cotidiano dos Anos 1950 aos Dias Atuais, que terá lançamento online nesta segunda-feira (14), às 19h, no canal do Hemosc no YouTube.

Dia mundial do doador de sangueHemosc lança livro que conta seus mais de 60 anos de história – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

A obra, lançada pela Carbo Editora, aborda todo o processo de coleta, qualificação, armazenamento e distribuição de sangue e derivados e tem relatos das profissionais – da ativa e aposentadas – Rosane Suely May Rodrigues, Rosane Gonçalves Nitschke, Luciana Martins da Rosa, Jane Terezinha Martins, in memoriam, Janete Lourdes Cattani Baldissera e Jussara Cargnin Ferreira.

Todas participaram ativamente do processo de evolução da hemoterapia no Estado e conviveram com os pioneiros dessa história de 60 anos.

“Foi uma jornada de muito esforço, muito além dos limites do profissionalismo, desde quando a transfusão era precária, braço a braço, com o sangue armazenado em garrafas de vidro e as doações remuneradas”, explicou Rosane Rodrigues, coordenadora-geral do livro.

Segundo Rosane Suely, a ideia de contar a trajetória da hemorrede começou em 2000, quando um grupo de funcionários do Hemosc foi instigado pelas histórias contadas pelo médico José João Harger, um dos primeiros hemoterapeutas de Santa Catarina.

“Doutor João escreveu algumas páginas, porém, com o tempo isso se perdeu. Foi então que percebi como estava envolvida com a necessidade e a responsabilidade de escrever sobre essa história. E assim profissionais foram aderindo ao projeto que nascia”, lembrou Rosane.

Relato impecável

Para o editor do livro, jornalista Carlos Stegemann, a obra “é um relato tecnicamente impecável e marcado pela emoção daqueles que enfrentaram as dificuldades estruturais para construir a hemorrede pública catarinense”.

O livro relembra desafios de profissionais e pacientes como os riscos de contaminação por HIV e hepatite, o avanço nas tecnologias que oferecem segurança e eficiência às coletas e transfusões de sangue, além de mudanças como a captação de doadores voluntários, a universalização dos serviços, a pesquisa, o intercâmbio, a valorização e o treinamento dos colaboradores.

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Saúde

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