“Dias piores virão”, diz secretário de Saúde de Joinville

Hoje, de 100 testes realizados na cidade, 40 resultados são positivos para a Covid-19

Em uma semana, o número de casos ativos em Joinville, no Norte de Santa Catarina, saltou de 4.375 para 5.508 nesta quinta-feira (18), um aumento de 25,8% entre os dias 10 e 17 de março. No mesmo período, 53 pessoas morreram em decorrência da Covid-19.

Joinville tem 100% de ocupação dos leitos de UTI e região Norte de 82 pessoas na fila – Foto: Carlos JúniorJoinville tem 100% de ocupação dos leitos de UTI e região Norte de 82 pessoas na fila – Foto: Carlos Júnior

Com números explodindo e o agravamento da situação dos casos, a cidade corre contra o tempo para tentar minimizar os impactos do vírus que se tornou mais agressivo e letal.

Dois hospitais de campanha instalados em UPAs, readequação no atendimento nas unidades de saúde, leitos semi-intensivos ativados e, ainda assim, as medidas não conseguem frear a contaminação e a mortalidade na maior cidade do Estado, que já soma 824 mortes em um ano de pandemia.

Com 82 pessoas aguardando um leito de UTI na região Norte – a maioria em Joinville – a cidade, além de ser o epicentro de casos ativos, é a segunda com mais pacientes à espera de um leito para tratamento intensivo.

Depois de admitir que os médicos já utilizam um protocolo de guerra para escolher quem salvar e de apontar a presença de variantes altamente contagiosas que levaram, novamente, o sistema de saúde à estaca zero no que diz respeito ao conhecimento de como o vírus se comporta e age, o secretário de Saúde, Jean Rodrigues, não tem boas previsões. “Dias piores virão”, ressalta. “Nesse ritmo de contaminação precisaríamos de mais 100 leitos em 15 dias e continuaria aumentando”, complementa.

Ele reforça que o sistema de saúde está “resistindo”, mas que essa capacidade de resistência tem limite. “A velocidade que podemos responder não será suficiente, se não frear a contaminação Ainda que as medidas sejam respeitadas e surtam efeito, a estrutura deve continuar pressionada, mas comportar com alta utilização por 60 dias. Se isso não der certo, não tem estrutura suficiente. É uma progressão geométrica”, salienta.

Os casos já explodiram na cidade, reforça. Em uma semana, a sensibilidade aos testes, que era de 20% passou para 40%. Ou seja, de 100 testes realizados em Joinville, 40 resultados são positivos. “A minha projeção é a mais difícil possível, já ultrapassamos o limite, estamos em uma sobrecarga superior do que poderíamos aguentar. Insisto, as medidas precisam ser cumpridas. Não podemos perder a sensibilidade”, finaliza.

Nesta quinta-feira, a cidade tem 100% de ocupação nos leitos de UTI.

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Saúde