João Paulo Messer

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Diminuição na idade média dos internados em Criciúma

Comparativo no perfil dos internados por COVID-19 em um ano revela que a doença vem aumentando entre os mais jovens

Nesta semana em que se completou um ano da pandemia em virtude da COVID-19 em Santa Catarina, a Vigilância Epidemiológica de Criciúma divulgou um relatório em que revela o aumento de internações entre pacientes mais jovens. A média da faixa etária cresceu, mas os óbitos seguem sendo das pessoas com mais idade.

Criciúma mantém um centro de triagem com atendimento 24h para onde são encaminhadas as pessoas com suspeita de COVID-19 – Foto: Sec. Saúde CriciúmaCriciúma mantém um centro de triagem com atendimento 24h para onde são encaminhadas as pessoas com suspeita de COVID-19 – Foto: Sec. Saúde Criciúma

O levantamento sobre as internações por coronavírus contém dados de 19 de março de 2020 até a última terça-feira (23), exclusivamente com pacientes residentes no município. O estudo apontou um crescimento de 17,7 por cento neste mês em hospitalizações entre pessoas de 20 a 59 anos, em relação a novembro do ano passado – um período crítico da pandemia com 436 internações registradas.

Até a última terça-feira, segundo informações do boletim, o município chegou a 341 pacientes hospitalizados. Faltando ainda oito dias para o fim do mês, o dado já representa 78,2 por cento do número máximo atingido em novembro.

O levantamento da vigilância também registrou uma redução de 18,3 por cento em hospitalizações de pacientes a partir de 60 anos, em comparação a novembro.

Acélio Casagrande, atual Secretário Municipal de Saúde de Criciúma foi Secretário de Estado da Saúde no Governo de Eduardo Moreira – Foto: SECOM Gov SC.Acélio Casagrande, atual Secretário Municipal de Saúde de Criciúma foi Secretário de Estado da Saúde no Governo de Eduardo Moreira – Foto: SECOM Gov SC.

A análise ainda identificou as comorbidades mais frequentes entre os pacientes internados por Covid-19. Em primeiro, ficaram as cardiopatias (22,6 por cento), na sequência vêm diabetes mellitus (22 por cento), hipertensão arterial (16,5 por cento), câncer (7,1 por cento), obesidade (5,7 por cento), pneumopatia (5,1 por cento), entre outras.

O órgão também elencou o tempo de duração das internações. Em regime hospitalar, a média foi de 8,3 dias por pacientes, sendo a máxima de 151 dias. Já em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) o tempo médio foi de 13 dias, e a mais longa de 52.

De um total de 1.544 internações, 729 (72,7 por cento) foram recuperados, 301 (19,5 por cento) vieram a óbito e 253 (16,4 por cento) ocuparam leitos de UTI.