Maioria das internações por SRAG em SC é causada por Covid-19

Boletim da Dive analisa período entre 3 de janeiro e 14 de agosto; foram 56.495 registradas hospitalizações devido ao coronavírus no período

A Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) divulgou, nesta quinta-feira (19) os dados sobre a incidência de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em Santa Catarina durante o período de 3 de janeiro a 14 de agosto de 2021.

Dive divulgou dados sobre a incidência de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em Santa Catarina durante o período de 3 de janeiro a 14 de agosto de 2021 – Foto: Divulgação/K WhitefordDive divulgou dados sobre a incidência de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em Santa Catarina durante o período de 3 de janeiro a 14 de agosto de 2021 – Foto: Divulgação/K Whiteford

Ao todo foram registradas 56.495 hospitalizações por doenças desencadeadas pelo vírus no período do recorte. São elas: Influenza do tipo A e B, Vírus Sincicial Respiratório, SARS-COV-2, bactérias, fungos e outros agentes.

Veja os dados:

  • Nenhum registro de SRAG causado pelos vírus da influenza A e B;
  • 211 (12,8%) foram classificados como SRAG não especificada (resultado negativo para influenza A – H1N1 e H3N2 – influenza B e outros vírus respiratórios);
  • 837 (82,9%) casos de SRAG foram ocasionados por outros vírus respiratórios – entre os vírus pesquisados estão 281 pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), 49 pelo Rinovírus, 02 pelo Adenovírus, 01 por outros vírus não identificados, 02 pelo Bocavírus e 46.502 pelo SARS-COV-2;
  • 56 ocasionados por outros agentes etiológicos;
  • 391 casos (4,2%) estão em investigação

Considerando o município de residência, foram registradas notificações em 295 municípios catarinenses.

Casos de SRAG por cidade em Sc – Foto: Dive/ReproduçãoCasos de SRAG por cidade em Sc – Foto: Dive/Reprodução

Além disso, também foram computados casos de municípios pertencentes a outros estados: AC (01), AL (01), AM (20), AP (01), BA (03), DF (05), ES (02), GO (06), MA (03), MG (13), MS (11), MT (05), PA (08), PB (03), PE (01), PI (02), PR (442), RJ (14), RN (03), RO (04), RS (231), SE (02), SP (52) e TO (01).  E três provenientes de outros Países: Argentina, Estados Unidos da América e Peru.

A distribuição dos óbitos confirmados por SRAG é maior nas pessoas com idade acima de 60 anos. Entretanto, é importante ressaltar o aumento dos casos em pessoas na faixa etária dos 40 aos 59 anos.

<span style="font-family: Merriweather, 'Lucida Sans Unicode', serif; font-size: 20px;">Entre os óbitos em decorrência da SRAG a maioria, 74,8 %, apresentou algum fator de risco para agravamento ressaltando os idosos (83,7%), com doença cardiovascular crônica (54,7%), diabetes mellitus (36,2%) e obesos (21,2%).</span>Entre os óbitos em decorrência da SRAG a maioria, 74,8 %, apresentou algum fator de risco para agravamento ressaltando os idosos (83,7%), com doença cardiovascular crônica (54,7%), diabetes mellitus (36,2%) e obesos (21,2%).

De acordo com a Dive, os dados das notificações de SRAG mostram um cenário epidemiológico em que a transmissão predominante é a do SARS-COV-2.

“A vigilância é de fundamental importância para a identificação da circulação de outros vírus respiratórios, permitindo uma ação coordenada para a prevenção da transmissão e o manejo clínico dos pacientes com quadros suspeitos”, alerta o órgão.

Entenda a doença

Síndrome Respiratória Aguda Grave abrange casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória que, na maioria dos casos, leva à hospitalização, sem outra causa específica.

As causas podem ser vírus respiratórios, dentre os quais predominam os da Influenza do tipo A e B, Vírus Sincicial Respiratório, SARS-COV-2, bactérias, fungos e outros agentes.

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Saúde

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