Dos quatro hospitais superlotados de SC, três são de Joinville

Taxa de ocupação de leitos em SC está em 80,2%, já na região da Foz do Rio Itajaí a lotação passa dos 90%

Os dados do boletim epidemiológico de Santa Catarina, divulgados nesta segunda-feira (10), apontam que dos 1.422 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do SUS (Sistema Único de Saúde), 80,2% estão ocupados.

Equipe de profissionais Hospital Bethesda, um dos que segue em lotação em Joinville, epicentro da Covid-19 no Estado – UTI coronavírus – Foto: Jonathan Batista/divulgação ND

Assim, são 282 vagos e 1.140 estão ocupados, e destes, 520 por pacientes com confirmação ou suspeita de Covid-19, enquanto 620 são ocupados por pacientes com outras enfermidades.

São 298, a grande maioria dos 520, que necessitam de ventilação mecânica, apresentado um quadro mais grave. Na rede privada, são 107 internações em UTI, mas somente 41 necessitam de ventilação mecânica.

Taxa de 90,2%

A região que apresenta maior taxa de ocupação é a Foz do Rio Itajaí, com 90,2% de índice. Itajaí, o principal município do entorno, contabiliza o segundo maior número de mortos pela Covid-19, de 119.

Em termos específicos, são quatro hospitais que seguem em superlotação, mas, todos fora da região do Foz do Rio Itajaí. São eles: Materno Infantil Santa Catarina, em Criciúma, no Sul; e Bethesda, São José e Darcy Vargas, todos em Joinville, no Planalto Norte.

O Hospital São José, que tem a quarta maior oferta de UTI do Estado, com 60 leitos, abrirá novos dez leitos nesta terça (11). O Bethesda, que, em conversa com a Prefeitura, definiu a abertura de oito novos leitos no dia 27 de julho, recuou e diz que não poderá ativar as vagas por falta de medicamentos básicos.

A cidade de Joinville contabiliza o maior número de casos e de mortes, segundo o painel do Governo do Estado. São 8.973 confirmações e 177 que perderam a vida.

Estado teve mudança na contagem de mortes e maior alta em 24h

Santa Catarina teve 96 mortes por Covid-19 incluídas nas últimas 24 horas, totalizando agora 1.541 pessoas. Este é o maior número de óbitos no intervalo de 24 horas. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, esta alta ocorre em função de mudança na metodologia de contagem dos óbitos.

Já os casos saíram de 105.935 para 106.928, uma alta abaixo de mil casos que não ocorria há uma semana. Assim, a taxa de letalidade fica em 1,44%. São também cerca de 1.492 casos a cada 100 mil habitantes.

O Governo realizou uma mudança na metodologia de contagem das mortes pela Covid-19, deixando o modo manual, que vinha de e-mails e sistema de notificação, e agora serão automatizados, com informações do SIVEP-Gripe, sistema de notificações de SRAG e óbitos por Covid-19.

Com a mudança, a alta foi influenciada por casos represados no modo antigo de contabilização. Foram 55 casos que não estavam nos números divulgados, pois faltavam documentos como certidão de óbito, diz o infectologista da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), Fábio Gaudenzi. Segundo o médico, o sistema deve eliminar esse problema de subnotificação e agilizar a contagem nos próximos dados epidemiológicos.

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