Cacau Menezes

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo


É preciso coragem para sair do tortuoso caminho que não levou, até agora, a lugar nenhum

Goethe & Einstein

“Planejo, planejo … resultados não vejo .. e vão se dias, meses e o realizar, eu não percebo” verso do poeta Mário Faustino, sobre a obra de Goethe para ilustrar o Labirinto em que o seu icônico personagem Fausto se metera. “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. A frase atribuída a Albert Einstein ilustra o que a Secretaria de Estado da Saúde tem feito ao longo destes 15 meses de pandemia. Muito pouca transparência, raríssimas aparições publicas e entrevistas coletivas. Com a adoção das matrizes de avaliação de risco por Região, seguem trajetória sem destino. O contágio do vírus está facilmente perceptível nos principais núcleos urbanos de SC vizinhos ao corredor da BR 101: Araranguá, Criciúma/Içara, Tubarão, Palhoça, São José, Florianópolis, Balneário Camboriú, Itajaí e o entorno de Joinville. Adota-se desde o inicio os mesmos critérios para este território e para outros com muito menor densidade populacional. Incompreensível, porque não adotam a municipalização para avaliar os riscos nas diversas regiões do Estado ? A adoção de cor de de bandeira por % de positivados em relação a população municipal ? De acordo com o Boletim de 02/Maio: 

Dos 13 municípios do Alto Rio Uruguai em dois apenas deles concentra-se 80% dos casos positivos,
20 do Alto Vale do Rio do Peixe 5 deles com 68% dos casos;
12 da Região Carbonífera 3 deles 78% dos casos;
11 da Foz do Rio Itajaí 3 deles 70% dos casos;
22 da Grande Florianópolis 5 deles 85% dos casos;
14 do Médio Vale do Itajaí 3 deles 83% dos casos;
13 da Região Nordeste 3 deles 85% dos casos;
27 do Oeste Catarinense, Chapecó 74% dos casos e
18 da Serra Catarinense 2 deles com 65% dos casos.
Testagem em massa nas 50 maiores cidades, onde estão mais de 75% dos infectados em Santa Catarina , seria fundamental para se identificar os assintomáticos, identificando-os e quarentena. São os centros metropolitanos que estão disseminando para as pequenas cidades de seus entornos. O inverno e as tainhas estão dando as caras, nossos ambulatórios ficarão lotados como de hábito, seria necessário aproveitar a ociosidade dos Hotéis causados pelo home office, para aumentar os números de leitos hospitalares disponíveis. Hospital de campanha? Certeza de propina. Temos que ajudar o pessoal do Turismo, afinal, dinheiro para isso não falta.
É preciso coragem para sair deste tortuoso caminho que não levou, até agora, a lugar nenhum.
Divulgação/SES/NDDivulgação/SES/ND

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