Em dúvida sobre qual máscara usar ao sair de casa, principalmente em ambientes fechados?

Confira as recomendações da Secretaria de Saúde de Florianópolis e como saber se o equipamento tem a certificação correta dos órgãos sanitários

Com o agravamento da pandemia e a disseminação das novas variantes do coronavírus no Brasil e no mundo, que são ainda mais transmissíveis, as medidas de isolamento social e a proteção individual tornam-se cada vez mais essenciais.

Baseada em protocolos internacionais de combate à Covid-19, a Prefeitura de Florianópolis, desde março deste ano, orienta a população a usar máscaras cirúrgicas com as máscaras de pano/tecido por cima, ou máscara N95/PFF2 em ambientes fechados, caso a população tenha esses equipamentos disponíveis.

Com novas variantes, mais transmissíveis, orientação é usar máscaras PFF2 (ou N95) em ambientes fechados. Outra opção é usar duas máscaras, a cirúrgica por baixo e a de tecido por cima – Foto: iStockphoto/Divulgação/NDCom novas variantes, mais transmissíveis, orientação é usar máscaras PFF2 (ou N95) em ambientes fechados. Outra opção é usar duas máscaras, a cirúrgica por baixo e a de tecido por cima – Foto: iStockphoto/Divulgação/ND

De acordo com o município, diferente de um ano atrás, a produção destes tipos de máscaras aumentou, melhorando a disponibilidade e preço, e reduzindo a chance de escassez para profissionais de saúde.

Não somente na Capital, mas em países do exterior, da Europa e Estados Unidos, principalmente, especialistas também recomendam a mudança no uso dos equipamentos individuais e, principalmente, o reforço na vedação da boca e do nariz com o uso das máscaras PFF2 (peça facial filtrante) ou N95 – as duas se referem ao mesmo modelo, mas a 1ª é certificada no Brasil e a última, nos EUA.

Segundo a norma NBR 13698 (íntegra – 481 KB), que trata sobre equipamento de proteção respiratória, a máscara brasileira, PFF2, tem proteção mínima de 94%. Há ainda outros modelos: PFF1, que filtra no mínimo 80% do ar; e a PFF3, que filtra 99%.

A PFF2/N95 tem dois tipos de filtragem: mecânica, que faz com que as partículas de ar ficam presas nas fibras da máscara; e a eletrostática, que atrai partículas que escapam da mecânica. Além disso, os equipamentos permitem um ajuste melhor ao rosto, pois o elástico da máscara fica preso à cabeça e não às orelhas, de modo a não deixar espaços para entrada direta do ar pelas laterais.

Máscaras PFF2 são a melhor opção se estiverem disponíveis

Com as novas recomendações e quantidade de máscaras à venda hoje no mercado, é comum surgirem dúvidas sobre quais equipamentos usar, como escolher e como adquirir o acessório correto, certificado pelos órgãos responsáveis.

Danusa Graeff Chagas Pinto, médica de Família e Comunidade da Prefeitura de Florianópolis, afirma que a melhor máscara a ser usada para a prevenção é a PFF2 (como é chamada no Brasil – N95 nos EUA). “Em segundo lugar é o uso conjunto da cirúrgica e a de tecido, com a de pano sempre por cima, para ajudarna vedação. E por fim, mas não menos importante, seria o uso de apenas uma máscara. Que também ajuda, com certeza”, explica.

“A importância do uso das máscaras vem se confirmando a medida em que a transmissão do coronavírus por aerossóis foi melhor entendida”, acrescenta Danusa.

E se a pessoa for usar apenas uma máscara, qual é melhor, a de tecido ou a cirúrgica? Conforme a profissional de saúde, a cirúrgica tende a ser melhor pela certificação, desde que bem ajustada. “ A de tecido pode ter sido feita com qualquer tecido, as vezes com poros muito abertos, o que vai dificultar a filtragem correta”, esclarece.

Máscaras PFF2 são a melhor opção se estiverem disponíveis – iStockphoto/Divulgação/NDMáscaras PFF2 são a melhor opção se estiverem disponíveis – iStockphoto/Divulgação/ND

Certificação da Anvisa

Outra orientação importante, destaca Danusa, é observar a vedação e certificação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes de comprar os equipamentos de proteção.

No Brasil, as máscaras PFF-2 são aprovadas Inmetro, vinculado ao Ministério da Economia, e pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Nos EUA, pelo Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (Niosh), que faz parte do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e se concentra na segurança e saúde dos trabalhadores.

As máscaras PFF-2 são chamadas oficialmente de máscara de proteção respiratória ou respirador PFF-2 (S) para riscos biológicos. Para que uma máscara obtenha um selo de aprovação, ela precisa filtrar pelo menos 94% das partículas transportadas pelo ar. 

Para descobrir se uma máscara PFF-2 ou N95 é falsa ou não, confira os selos do Inmetro (no Brasil) e do Niosh no equipamento de proteção.

Crianças também devem seguir nas novas recomendações?

E em relação às crianças? As recomendações da Prefeitura da Capital permanecem? Segundo a médica de família Danusa Graeff Chagas Pinto, crianças devem usar máscaras a partir dos 2 anos, mas não existe uma recomendação oficial para os pequenos quanto ao uso de duas máscaras, “mesmo porque não é tão fácil encontrar máscaras cirúrgicas infantis. Mas extrapolando a recomendação dos adultos, se disponível e bem aceito pela criança, ela pode ambas as máscaras. Quando melhor a vedação e a filtragem, melhor o resultado”, explica ela.

Ainda segundo a médica, seja para adultos ou crianças, as máscaras PFF2 são sempre melhores, “mas precisa verificar a possibilidade de a criança utilizar esse equipamento de proteção”, alerta. Danusa esclarece ainda que as máscaras cirúrgicas podem ser usadas por até quatro horas seguidas, se estiverem em boas condições.

Máscaras devem cobrir nariz e boca e garantir vedação

Para a melhor proteção é preciso garantir que a máscara cubra nariz e boca. A troca é recomendada sempre que estiver úmida, suja ou danificada. A Secretaria de Saúde da Capital também orienta que a população utilize máscara cirúrgica por baixo e máscara de pano/tecido por cima e sempre nesta ordem.

Para o cuidado e limpeza da máscara de pano, é preciso armazená-la em embalagem até a hora da lavagem.

As máscaras N95/PFF2 devem ser guardadas em envelope de papel limpo e arejado, e não deve ser utilizado saco plástico fechado, também não pode ser dobrada ou amassada. O descarte deve ser feito se a máscara estiver molhada, suja, com qualquer odor desagradável, afrouxamento das alças/clip ou danificada. A máscara N95/PFFE não deve ser utilizada com qualquer outra por baixo ou sobre ela.

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.

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