Em Joinville, não há segunda onda de coronavírus, garante secretário

Houve aumento sensível dos casos, mas não chega a configurar uma aceleração, disse o secretário de Saúde, Jean Rodrigues

Embora Joinville tenha apresentado, nos últimos dias, um sensível aumento de casos de coronavírus, o secretário municipal de Saúde, Jean Rodrigues, garante que não é motivo para alarme e que isso não representa a segunda onda de Covid-19.

As internações em UTI realmente aumentaram, de 36 pessoas na última sexta-feira (dia 23) para 39 na segunda-feira (dia 26) e 41 pessoas internadas nesta terça-feira (dia 27).

Centro de JoinvilleJoinville está na região Nordeste, classificada atualmente com o risco “Alto”- Foto: Raquel Schwarz/Divulgação ND

No entanto, nem todas as pessoas que ocupam leitos de UTI foram confirmadas com a doença. Nesta terça-feira, por exemplo, das 41 pessoas internadas, 21 tiveram a doença confirmada e 16 descartadas.

O maior número de casos na cidade em relação a internações foi registrado em 14 de agosto, com 202 pacientes atendidos entre hospitais públicos e privados.

O aumento não mostra um crescimento acelerado, mas aponta um estado de atenção. O próprio secretário admite que o cenário saiu da estabilização. Antes, estava em queda; recentemente estabilizou e agora há um sensível aumento de casos, tanto de pacientes sintomáticos quanto de internações.

Mas isto, segundo Jean Rodrigues, é reflexo das recentes flexibilizações. “Não é um amento expressivo, a ponto de soar um alerta, mas é, sim, um estado de atenção, onde devemos ficar de olho para manter o controle”, explica.

Para o secretário, são necessários 14 dias para medir o real impacto das flexibilizações. Isto quer dizer que, daqui a duas semanas, a cidade saberá exatamente se o número de casos ainda está sob controle como hoje ou indicará uma eventual segunda onda da doença na maior cidade do Estado.

Cuidados devem ser mantidos

Jean Rodrigues ressalta, no entanto, que não é o momento de descuidar dos protocolos individuais. “Uso de máscara, utilização de álcool em gel, evitar aglomerações são medidas que devem ser mantidas por todos para que possamos manter a doença sob controle”, convida o secretário.

Matriz de risco

A região Nordeste, onde está situada Joinville, manteve-se em risco “Alto”, ou seja, as aulas estão mantidas para 3 de novembro. A região, inclusive, melhorou a nota, segundo os indicadores: transmissibilidade, monitoramento e capacidade de atenção. Saiu da nota 1,8 e caiu para 1.750. Para chegar ao risco “Moderado”, a região precisa chegar a nota 1.

“A matriz de risco consolida o que eu estou falando, de que Joinville não vive uma segunda onda, pelo menos neste momento, mas estamos em estado de atenção, monitorando a situação o tempo todo”, resume o secretário de Saúde de Joinville.

Jean Rodrigues finaliza dizendo que é preciso cuidar dos grupos de risco e manter as medidas sanitárias.

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