Empresa de Joinville fornece caixas para distribuição da vacina contra Covid-19

Termotécnica produziu tecnologia utilizada na distribuição da vacina Coronavac para todo o Brasil

A Termotécnica, empresa fundada em Joinville e com sede na cidade do Norte de Santa Catarina, foi a responsável por fornecer as caixas que estão sendo utilizadas para armazenar as vacinas Coronavac durante a distribuição para todo Brasil, que ocorre nesta segunda-feira (18). Para o transporte do primeiro lote da vacina estão sendo utilizadas três mil conservadoras em EPS de 130 litros.

Fábrica de Joinville produz cerca de sete mil caixas por mês – Foto: Apoio/ND TVFábrica de Joinville produz cerca de sete mil caixas por mês – Foto: Apoio/ND TV

Para a Coranavac, a temperatura de armazenamento indicada é entre 2 a 8º C. A empresa desenvolveu uma solução específica com o uso de nanotecnologia para adicionar, por exemplo, antivirais nas unidades conservadoras.

“Há muitos anos a Termotécnica já desenvolve soluções para o sistema de vacinação nacional. Aproveitamos esse nosso conhecimento para já fornecer às primeiras vacinas, como a Coronavac, que estão indo em nossas caixas”, afirmou Albano Schmidt, presidente da empresa.

Empresa espera homologação de laboratório para fornecer armazenamento para outras vacinas

As caixas em EPS (isopor) produzidas com a tecnologia desenvolvida pela Termotécnica são capazes de manter as temperaturas de -70º C por até 30 horas – atendendo às demandas da vacina da Pfizer. Ainda falta a homologação dos laboratórios.

“Nós temos a tecnologia pronta, que envolve a nossa solução de conservação juntamente com a de resfriamento (com gelo seco). Nós já testamos e isso funciona”, garante Schmidt. “Estamos na fase de receber a demanda por parte do laboratório para ser homologado e dar continuidade”, concluiu.

Detalhes do modelo da caixa utilizada para transporte da vacina – Foto: ND TV/ApoioDetalhes do modelo da caixa utilizada para transporte da vacina – Foto: ND TV/Apoio

Ainda há testes em andamento para temperaturas de -20 °C para atender o transporte de vacinas da Sputnik. Um laboratório que vai fabricar a vacina russa já entrou em contato com a empresa para negociar a produção das caixas.

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