Empresa dona de carro que transportava amostras para testar coronavírus se manifesta

Empresa afirmou em nota que houve "falha de comunicação" e a Vigilância Sanitária de Navegantes se "equivocou"

Após a apreensão de um carro que transportava caixas com amostras para testes de Covid-19 na tarde de sábado (21) em Navegantes, a empresa responsável pelos exames se manifestou. 

Em comunicado oficial, a Hermes Pardini afirmou que o transporte “segue a regulamentação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres)” e os materiais “estavam condicionados de acordo com as devidas recomendações sanitárias”. A empresa disse ainda que houve “falha de comunicação” e a Vigilância Sanitária de Navegantes se “equivocou”. 

Condutor e veículo foram detidos em barreira sanitária – Foto: Foto: Divulgação/ND

De acordo com o secretário de Segurança do município, Johnny Coelho, a apreensão ocorreu durante a realização de barreira na entrada de Navegantes. O veículo saiu de Blumenau e as amostras seriam desembarcadas no Aeroporto de Navegantes.

Questionado sobre os exames, o próprio motorista do veículo informou que o material era de um laboratório particular de Blumenau e seria enviado para Minas Gerais. Haviam seis amostras com material para testes de Covid-19, entre outros exames, sendo carregados em cooler, sem apresentação de nota fiscal.

O funcionário da empresa estava transportando o material sem máscara e luvas de proteção. Segundo o homem, a empresa ignorou, a solicitação de máscaras e álcool gel.

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Confira a nota da empresa na íntegra:

“Visando manter a transparência e o profissionalismo que exercermos ao longo dos nossos mais de 60 anos de existência, o Hermes Pardini vem a público esclarecer o fato ocorrido na cidade de Navegantes, Estado de Santa Catarina, na manhã de 21/03:

1) O transporte de amostras biológicas, entre elas aquelas para diagnosticar o Coronavírus, segue a regulamentação da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT 5232, classificado como categoria B.

2) Os materiais em questão estavam condicionados de acordo com as devidas recomendações sanitárias, seguindo as instruções da norma de embalagem P650 – que exige três camadas de proteção.

3) O transporte de amostras do COVID-19 requer um ambiente refrigerado e não congelado. Por isso, utiliza-se gelo comum em vez de gelo seco.

4) Neste caso, não são exigidos veículos especiais ou identificados, nem Equipamentos de Proteção Individual e Coletivo (EPI/EPC), uma vez que o motorista não tem contato com o material. As amostras chegam ao veículo lacradas e são colocadas pelos técnicos laboratoriais nas unidades de análise.

5) A Prefeitura Municipal de Navegantes, na boa intenção de fiscalizar suas fronteiras, se equivocou. Houve uma falha de comunicação, felizmente corrigida pelas autoridades municipais. 

6) Após diálogo com as equipes da Prefeitura de Navegantes e do Governo do Estado de Santa Catarina, as amostras foram liberadas e já estão a caminho do Núcleo Técnico Operacional do Hermes Pardini, próximo ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte.

7) Destacamos que esta é uma logística diária que atende duas mil cidades em todo o País. Neste momento, como um dos poucos laboratórios credenciados para tal especificidade, o Hermes Pardini está oferecendo o teste Covid-19 para 500 hospitais no Brasil.

8) Por fim, ressaltamos que é fundamental que os órgãos públicos tenham entendimento da legislação sanitária para que, juntos, possamos combater a pandemia do novo coronavírus.”

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