Equipes de saúde alertam para prevenção à dengue após período de chuvas na Capital

Florianópolis ocupa hoje a 5ª posição no ranking de municípios com maior número de focos em SC neste ano (217)

Florianópolis registrou neste ano, até a última segunda-feira (25), 217 focos de  aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue.  O número posiciona a Capital na 5ª posição no ranking de municípios com maior número de focos em Santa Catarina em 2021.

Equipes de saúde da Prefeitura de Florianópolis fiscalizam as casas e terrenos do município diariamente, com profissionais em vários bairros ao mesmo tempo – PMF/Divulgação/NDEquipes de saúde da Prefeitura de Florianópolis fiscalizam as casas e terrenos do município diariamente, com profissionais em vários bairros ao mesmo tempo – PMF/Divulgação/ND

Os dados são do Centro de Controle de Zoonoses da Capital, que aponta ainda que Joinville é município catarinense com maior número de focos, totalizando 709 focos, seguido por Concórdia (312 focos), Palhoça (266 focos) e Brusque (219 focos).

Segundo a prefeitura, Os bairros com focos no continente e ilha são Agronômica (1), Alto Ribeirão (7), Caiacanga-Açu (1), Campeche (3), Canasvieiras (15), Canto da Lagoa (12), Capoeiras (5), Carianos (1), Centro (17), Coloninha (5), Coqueiros (2), Córrego Grande (11), Costeira do Pirajubaé (3), Costeira do Ribeirão (1), Estreito (2), Fazenda Rio Tavares (3), Ingleses (3), Itacorubi (5), Jardim Atlântico (4), José Mendes (2), Jurerê Internacional (3), Jurerê Tradicional (3), Lagoa da Conceição (15), Monte Verde (5), Morro das Pedras (3), Pântano do Sul (2), Ponta das Canas (1), Ribeirão da Ilha (2), Rio Tavares (2), Rio Vermelho (23), Saco dos Limões (2), Sambaqui (4), Santo Antônio de Lisboa (10), Tapera (3), Trindade (34) e Vargem do Bom Jesus (2).

Para frear o aumento de focos do mosquito na cidade, afirma a Secretaria de Saúde da Capital, as equipes fiscalizam as casas e terrenos do município diariamente, com equipes em vários bairros ao mesmo tempo.

Rosilani Martinello dos Santos, gerente do Centro de Controle de Zoonoses de Florianópolis, alerta para os cuidados com vasilhames e potes nos quintais e outros espaços da residência, após tantos dias de chuva na região. “Principalmente agora, após esse grande volume de chuvas, é importante que continuemos cuidando dos nossos terrenos, casas e todos os ambientes que possam acumular água parada”, destaca.

A partir deste ano, 12 bairros passaram a ser considerados infestados de acordo com a Prefeitura da Capital – Foto: PMF/Divulgação/NDA partir deste ano, 12 bairros passaram a ser considerados infestados de acordo com a Prefeitura da Capital – Foto: PMF/Divulgação/ND

Bairros infestados a partir deste ano

Estudos do Centro de Zoonoses da Capital realizados em conjunto com a Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) mostram também que a partir deste ano,  passaram a ser considerados infestados os bairros Itacorubi, Santa Mônica, Costeira do Pirajubaé, Carianos, Córrego Grande, Ingleses, Capivari, Canasvieiras, Jurerê Tradicional, Trindade, João Paulo e Saco dos Limões.

De acordo com Rosilani, as equipes do município avaliarão ações específicas a serem realizadas nestes bairros junto à Dive para combater a proliferação do mosquito transmissor da dengue.

Aumento de 157% no número de focos em SC

Em Santa Catarina, conforme o último boletim epidemiológico divulgado no dia 21 deste mês pela Dive, o primeiro de 2021, até o dia 16 de janeiro foram verificados 2.814 focos em 110 municípios.

O número representa um aumento de 157, 2% no número de focos detectados, em comparação ao mesmo período de 2020, quando foram identificados 1.094 focos em 83 cidades catarinenses.  Em todo o Estado, 103 municípios são considerados infestados.

Foi ainda confirmado um caso de dengue, que está em investigação de LPI ( Local Provável de Infecção), 29 foram descartados e 133 são investigados.

Prevenção à dengue

A transmissão da dengue ocorre por meio da picada da fêmea do mosquito aedes aegypti, que provoca sintomas como dor nas articulações, no corpo, na cabeça, náuseas, febre acima de 39ºC e manchas vermelhas no corpo.

As picadas deste mosquito ocorrem geralmente nas primeiras horas da manhã ou no final da tarde, especialmente na região das pernas, tornozelos ou pés. Também é mais comum durante o verão, sendo por isso recomendado usar repelentes no corpo e inseticidas na casa, para proteção.

A prevenção da dengue pode ser feita medidas simples que evitam, principalmente, a reprodução do mosquito transmissor, através da eliminação de objetos que acumulem água parada como pneus, garrafas e plantas.

Eliminar os focos de água parada e manter os pratos de vasos de flores e plantas com areia são algumas medidas para prevenir a doença – Foto: PMF/Divulgação/NDEliminar os focos de água parada e manter os pratos de vasos de flores e plantas com areia são algumas medidas para prevenir a doença – Foto: PMF/Divulgação/ND

Algumas ações voltadas à prevenção:

– Eliminar os focos de água parada: o mosquito que transmite a dengue se prolifera em locais com água parada, por isso eliminar os focos de água é um cuidado essencial para evitar que o mosquito se reproduza:

-Manter os pratos de vasos de flores e plantas com areia;

-Guardar garrafas com a boca virada para baixo;

-Limpar sempre as calhas dos canos;

-Não jogar lixo em terrenos baldios;

-Colocar o lixo sempre em sacos fechados;

-Manter baldes, caixas d´água e piscinas sempre tampados;

-Deixar pneus ao abrigo da chuva e da água;

-Eliminar copinhos plásticos, tampas de refrigerantes, cascas de coco em sacos que possam ser lacrados;

-Furar latas de alumínio antes de ser descartadas para não acumular água;

-Lavar bebedouros de aves e animais pelo menos uma vez por semana;

-Caso uma pessoa identifique um terreno baldio com lixo acumulado e objetos com água parada é preciso avisar uma autoridade competente, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa no telefone 0800 642 9782 ou ligar para prefeitura da cidade.

-Aplicar larvicidas: em locais com bastantes focos de água parada como depósitos de sucata, ferros-velhos ou lixões, é realizada a aplicação de larvicidas, ou seja, produtos químicos que eliminam os ovos e as larvas do mosquito. Entretanto, essa aplicação deve ser sempre feita por profissionais treinados, sendo indicada pelas secretarias de saúde das prefeituras.

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.

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