“Era um menino saudável”, diz irmã de garoto vítima da Covid-19

Samuel Miranda de Oliveira, de 12 anos, morreu na semana passada em Gaspar, no Médio Vale do Itajaí

Alegre, brincalhão e dedicado. Assim era o pequeno Samuel Miranda de Oliveira, de 12 anos. Ele morreu vítima da Covid-19 na madrugada da última quinta-feira (6), no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Gaspar.

Nascido em Minas Gerais e caçula de uma família com mais três filhos, Samuel “era um menino saudável e não tinha nenhuma doença”, conta a irmã Raniely, de 21 anos. O garoto morava com ela e com o pai no bairro Bateias.

Samuel, de 12 anos, morreu na semana passada em Gaspar – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/ND

No dia 5 de julho, após cair de bicicleta e procurar atendimento no posto de saúde, o pequeno contou à equipe não estar se sentindo muito bem. Relatou dor de cabeça e não sentir o cheiro das coisas. A primeira suspeita foi o novo coronavírus.

Dias depois o diagnóstico se confirmou com a chegada do resultado do exame. O menino foi medicado e orientado a ficar em isolamento, em casa. Durante a quarentena, Samuel dizia à irmã: “não aguento mais, quero ir brincar”, lembra Raniely.

Passado praticamente um mês, a família e a prefeitura entenderam que o garoto estava curado da Covid-19. Ele voltou à rotina. Mas em 2 de agosto o menino vou a se queixar de dor no corpo, tontura e novamente perda do olfato.

Segundo a irmã, Samuel voltou à unidade de saúde, recebeu medicação e retornou para casa. Na quarta-feira (5) teve falta de ar e a família decidiu levá-lo ao hospital à noite. “Ele se vestiu e saiu de casa andando”, conta Raniely.

Ainda de acordo com ela, um exame no hospital mostrou o comprometimento do pulmão do pequeno. A irmã diz que o caçula chegou a ser sedado para transferência ao Hospital Santo Antônio, em Blumenau. Porém, antes disso, morreu. Era por volta das 2h45 de quinta-feira (6).

“Nosso pai faz hemodiálise três vezes por semana. O Samuel sempre cuidava para ele levar um casaco, pra não esquecer de aplicar a insulina, pra colocar o cinto quando entrava no carro. Era um menino muito especial que agora está com Deus”, afirma Raniely.

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