Estácio Ramos deixa legado na comunicação catarinense

Jornalista, natural do Recife, após ter trabalhado em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, consolidou carreira e fez grandes amigos em Florianópolis

Morreu no último sábado (29), em Florianópolis, vítima de complicações de uma pneumonia, o jornalista Estácio Ramos. Natural do Recife (PE), ele contribuiu para o crescimento da comunicação em Santa Catarina, como diretor na televisão e jornais no início da operação da RBS no Estado. Estácio começou a carreira na cidade de Belo Horizonte (MG), no Diário Associados. A convite de Assis Chateaubriand, fundador do grupo, foi transferido para o Rio de Janeiro na década de 70, para ser diretor geral da empresa na capital fluminense.

Morre jornalista Estácio Ramos – Foto: Reprodução/YouTube assembleiascMorre jornalista Estácio Ramos – Foto: Reprodução/YouTube assembleiasc

Diante do sucesso no Rio de Janeiro foi indicado para comandar o Diário Associados no Rio Grande do Sul, que não atravessava uma situação financeira e administrativa tranquila. Durante um almoço, promovido pela RBS, acabou recebendo um convite para ajudar na construção da recém-chegada RBS a Santa Catarina.

Estácio desembarcou em Florianópolis no ano de 1982 e comandou a RBS catarinense durante seis anos. Ele foi o responsável pela criação do jornal Diário Catarinense. Em 1988, assumiu a direção da RCE (Rede de Comunicações Eldorado), a TV Cultura de Florianópolis.

O período na RCE foi curto, já que Estácio retornou a Minas Gerais para ser secretário de Comunicação do governador Newton Cardoso, onde permaneceu durante toda a gestão, entre 1987 a 1991. A distância da família, que ficou em Florianópolis, o fez retornar à capital catarinense.

Estácio Ramos (à direita) – Foto: Arquivo pessoalEstácio Ramos (à direita) – Foto: Arquivo pessoal

Após passagens por outras empresas em Florianópolis, ele montou uma empresa na área de pesquisas de mercado ao lado dos filhos, Rachel e Maurício.

O corpo de Estácio foi velado no Jardim da Paz, em Florianópolis, com presença restrita aos familiares, e a cremação ocorreu no mesmo local.

Manezinho de terno

O colunista Cacau Menezes lembrou que Estácio teve uma vida social intensa em Florianópolis, e ficou conhecido por sua elegância. “Se tornou um manezinho. Aquela pessoa que vem de fora e não consegue sair mais.”

Cacau carrega uma lembrança do período em que trabalhou com Estácio. “Foi o primeiro diretor que chegou de terno. Antes, todos iam com roupas bem à vontade. Foi o Estácio que chegou lá vestindo um terno”, recordou.

“Um profissional que construiu a sua marca na TV em Santa Catarina. Deixa um legado na história da comunicação catarinense.” Marcello Corrêa Petrelli, presidente-executivo do Grupo ND

Presidente do Sert na década de 80

O Sert (Sindicato das Emissoras de Rádio e Televisão) divulgou nota de falecimento, assinada pela presidente Ana Paula Melo:

É com tristeza que o Sert/SC recebe a notícia do falecimento de seu ex-presidente Estácio Ramos. Com grande trajetória no setor de comunicação, Estácio Ramos presidiu o sindicato por dois mandatos consecutivos, entre 1983 e 1989. Em nome da radiodifusão catarinense, o Sert/SC expressa seu pesar e manifesta seus sentimentos à família e aos amigos.

Nota de pesar da Acaert

É com enorme pesar que a Acaert (Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão) recebe a informação da morte do jornalista e empresário Estácio Ramos. Ex-presidente do Sert/SC por dois mandatos, teve longa trajetória profissional dentro do segmento da comunicação como executivo de redes de TV e jornais de Santa Catarina. Em nome da radiodifusão catarinense, manifestamos a nossa solidariedade aos familiares e amigos. Que o tempo ajude a amenizar a dor da perda, ao cabo que a história se encarregue de registrar as importantes contribuições para nosso segmento.

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