Estou com Covid-19, quando posso tomar a vacina?

Infectologistas explicam o que fazer se o dia da imunização coincidir com alguma infecção recente

A medida em que a vacinação avança, dúvidas específicas também surgem. É o caso das pessoas que tiveram Covid-19 recentemente e foram convocadas para imunização. Elas já podem se vacinar?

Vacinação contra a Covid-19A recomendação é que pessoas que estão infectadas pela Covid-19 aguardam para tomar a vacina – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Arquivo/ND

O infectologista e professor do curso de Medicina da Univille Tarcisio Crocomo explica que esses pacientes precisam esperar um mês, a partir do início dos sintomas, para fazer a tão esperada aplicação do imunizante. “O prazo é de 30 dias, mas pode variar de vacina para vacina”, explica.

O médico usa como referência as doses da Coronavac e AstraZeneca, que são as que predominam no país até o momento. A orientação é do próprio Ministério da Saúde. “Para quem teve Covid-19 há mais de um mês, não tem problema”, ressalta Crocomo.

Se a pessoa está dentro destes 30 dias e foi chamada para tomar a vacina, não há motivo para se preocupar. Isso porque as secretarias de saúde garantem as doses aos pacientes, sem necessidade de entrar em um nova fila.

E se pegar Covid-19 pouco antes da 2ª dose?

Caso o paciente já tenha tomado a primeira dose da vacina e esteja com Covid-19 na data de aplicação da segunda dose, ele também deverá aguardar um mês, a partir dos primeiros sintomas, para fazer o reforço.

Isso porque o sistema imunológico da pessoa tende a estar afetado durante esse período, sobretudo nos 10 primeiros dias sintomáticos. “Você pode não estar no melhor momento de imunidade para tomar a vacina”, explica Tarcisio Crocomo .

Ele garante que a espera, neste caso, não interfere na eficácia da vacina.

Vacinação contra a Covid-19Infectologistas destacam a importância de tomar as duas doses de vacina contra a Covid-19 – Foto: Fotos Públicas/Divulgação/ND

Caso os 30 dias de trégua não sejam respeitados, “pode não acontecer nada”, considera o médico. A questão é que “os estudos das vacinas de suas doses não mostram o que acontece”.

Duas doses são imprescindíveis

Cromoco ressalta, porém, que é imprescindível tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19. “Os estudos são fechados com duas doses”, lembra.

A infectologista Keila Freitas, do Hospital Sírio-Libanês e diretora da clínica Regeneratti, acrescenta: “Mesmo quem já teve a Covid precisa da segunda doses. Não está provado que quem ficou doente e recebe a primeira dose está imunizado”, conclui.

Vacinação contra a Covid-19Médicos explicam peculiaridades das vacinas – Foto: João Viana/Semcom/Divulgação/ND

“Até porque a transmissão do vírus está se mostrando muito mais rápida que os próprios estudos da eficácia das vacinas. E temos as cepas diferentes também”, complementa a médica.

Quanto mais gente estiver vacinada numa população, menor é a taxa de transmissão e a imunidade coletiva tem mais chances de ser atingida.

Tendo sido infectado ou não, é só com duas doses, no caso das vacinas aplicadas no Brasil, que a pessoa está protegida.

Outras infecções

Em caso de febre ou outras infecções para além da Covid-19, segundo o médico, é importante esperar um a dois dias para receber a aplicação do imunizante.

Nesses casos, de qualquer forma, é importante realizar um exame do tipo PCR ou antígeno para confirmar se os sintomas não são reflexos da Covid-19.

*Com informações do portal R7

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