Estudo aponta eficácia de remédio contra casos graves da Covid-19

Conforme o estudo, pacientes tratados com a proxalutamida têm um risco 92% menor de morrer pela Covid-19

A proxalutamida, fármaco receitado para pacientes com câncer de próstata e mama, pode ser eficaz no tratamento de casos graves de Covid-19.

Proxalutamida pode ser eficaz no tratamento da Covid-19 – Foto: Pixabay/Divulgação/NDProxalutamida pode ser eficaz no tratamento da Covid-19 – Foto: Pixabay/Divulgação/ND

É o que sugere uma pesquisa clínica brasileira realizada no Amazonas pela rede de hospitais Samel em parceria com a empresa de biotecnologia Applied Biology.

Conforme o estudo, pacientes tratados com o remédio têm um risco 92% menor de morrer pela Covid-19. Os resultado do medicamento foram anunciados em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (11), em Manaus (AM).

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Veja a coletiva:

Os testes foram realizados em 600 pacientes dos Hospitais Samel e de mais 12 hospitais de nove municípios do Estado, em um período de 14 dias.

Os resultados apresentados pela equipe mostram que 294 pacientes fizeram o uso da proxalutamida e 296 usaram placebo.

Comparando os dois protocolos, o medicamento reduziu o número de mortes de pacientes (92,2%), o tempo de internação (quase 3 vezes menos interados), além de diminuir a progressão da doença. A redução foi de mais de 60% da necessidade de intubação e uma melhora clínica até seis vezes mais veloz.

Substância foi capaz de acelerar a recuperação clínica de pacientes – Foto: ReproduçãoSubstância foi capaz de acelerar a recuperação clínica de pacientes – Foto: Reprodução

Para os autores, a droga pode ser uma das primeiras oficialmente testadas para tratar a variante P.1, como é chamada a linhagem do novo coronavírus descoberta no Amazonas em novembro de 2020 – considerada mais letal e com maior potencial de transmissão.

O estudo é dirigido pelo médico Dr. Andy Goren, CMO (Chief Medical Officer) da Applied Biology, coordenado no Brasil pelo médico Flávio Cadegiani e conduzido em conjunto com os médicos Daniel Fonseca, diretor técnico da rede Hospitais do Grupo Samel (Amazonas); e Ricardo Ariel Zimerman, Infectologista do Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre.

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