Estudo aponta região Norte como real epicentro da Covid-19 no Brasil

Escola de Medicina da PUC-PR analisou número de casos por total de habitantes em cada estado; Amapá aparece como mais afetado

O Epicenter (Centro de Epidemiologia e Pesquisa Clínica) da Escola de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) atualizou, na última terça-feira (2), os dados do estudo que aponta a região Norte como o real epicentro da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

Estudo analisou número de casos de covid-19 por habitante em cada estado. Foto: Divulgação/Portal R7Estudo analisou número de casos de covid-19 por habitante em cada estado. Foto: Divulgação/Portal R7

O estudo utiliza dados do Ministério da Saúde para analisar os fatores determinantes para a situação de cada estado no combate à pandemia. Porém, não foram utilizados os números absolutos de casos como critério de comparação.

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“Nós pegamos o número de casos em um estado, dividimos pelo número de habitantes e depois multiplicamos por 100.000”, explica o coordenador da pesquisa, professor José Rocha Faria.

Segundo Faria, esse método de tem uma perspectiva mais precisa do volume e impacto das contaminações pelo vírus. “Se pegamos os números absolutos de casos no Brasil, vemos que é muito, mas quando se faz a correção em relação à população, o Brasil está atrás de muitos outros países”, afirma.

Maior número de casos

O professor explica que entre os 10 estados com maior número de casos, sete estão na região Norte e Nordeste, sendo que o Amapá lidera essa lista com 1135,35 casos por 100 mil habitantes, seguido pelo Amazonas (998,36 casos por 100 mil habitantes), Acre (705,15 casos por 100 mil habitantes), Roraima (573,49 casos por 100 mil habitantes) e Ceará (530,97 casos por 100 mil habitantes).

De acordo o estudo, dos nove estados menos acometidos pela pandemia, seis são das regiões Sul ou Sudeste, sendo que o Paraná apresenta o melhor resultado, com 40,99 casos por 100 mil habitantes. São Paulo não está em nenhuma das duas extremidades do ranking, com 238,89 casos por 100 mil habitantes.

“A princípio, ainda não chegamos em um nível de análise para definir o tamanho das influências políticas ou socioeconômicas nestes casos, mas os estados que tomaram medidas mais precocemente, obtiveram melhores resultados. O Paraná é um grande exemplo disso”, conclui Faria

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