Estudo revela modelo de máscara que reduz risco de contrair Covid-19 em quase 100%

Máscaras PFF2 protegem mais que máscaras cirúrgicas, as quais apresentam risco de infecção de 10% quando estão bem colocadas

Um estudo realizado pelo Instituto Max Planck, na Alemanha, apontou que máscaras do tipo PFF2, similares a outros padrões internacionais como N95, KN95 e P2, oferecem quase 100% de proteção contra a Covid-19.

Pessoas usando máscaras cirúrgicas apresentam risco de infecção pela Covid-19 de 10%   – Foto: Leo Munhoz/NDPessoas usando máscaras cirúrgicas apresentam risco de infecção pela Covid-19 de 10%   – Foto: Leo Munhoz/ND

Conforme revelou a pesquisa, o risco de um indivíduo infectado pelo vírus Sars-Cov-2 transmitir a doença em locais fechados, mesmo a uma distância pequena e após 20 minutos, é de apenas 0,1%, e diminui mais ainda, se a pessoa estiver vacinada. Porém, se as máscaras estiverem mal ajustadas, essa probabilidade de infecção aumenta para cerca de 4%.

O estudo também demonstrou que máscaras PFF2 bem ajustadas no rosto, com clipe de metal bem colocado no nariz, protegem mais que máscaras cirúrgicas, as quais apresentam risco de infecção de 10% quando estão bem colocadas.

“No dia a dia, a probabilidade real de infecção é certamente de dez a cem vezes menor”, afirma Eberhard Bodenschatz, pesquisador que liderou a análise.

Já o risco de um infectado sem máscara transmitir a doença em um local fechado em uma distância de três metros é alto. Leva cerca de cinco minutos para uma pessoa não vacinada, próxima a uma pessoa com Covid-19, ser infectada com quase 100% de certeza.

“Em nosso estudo, descobrimos que o risco de infecção sem o uso de máscaras é enormemente alto depois de apenas alguns minutos, mesmo a uma distância de três metros, se as pessoas infectadas têm alta carga viral da variante delta do Sars-CoV-2”, acrescenta Bodenschatz.

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