Estudo sugere que novo coronavírus pode estar entre morcegos por mais de 70 anos

Após análises, pesquisadores concluíram três possíves datas para a separação do Sars-Cov-2: 1948, 1969 e 1982

O novo coronavírus pode estar em circulação entre os morcegos por mais de 70 anos antes de humanos serem infectados pela Covid-19. Foi o que apontou um estudo publicado nesta semana na revista científica Nature Microbiology. As informações são do site Viva Bem do Portal Uol.

Estudo ainda sugere que morcegos podem ter infectado humanos diretamente – Foto: Pixabay/Divulgação/NDEstudo ainda sugere que morcegos podem ter infectado humanos diretamente – Foto: Pixabay/Divulgação/ND

O estudo contou com a participação de especialistas dos Estados Unidos, China, Bélgica e Reino Unido e foi comandado pelo pesquisador Maciej F. Boni, da Universidade Estadual da Pensilvânia.

Para entender melhor a origem do vírus e chegarem a esse resultado, os pesquisadores compararam o Sars-Cov-2 com partes do genoma do vírus do mesmo subgênero (sarcovírus) que não sofreram troca de material genético ao longo deste tempo.

Linhagem do vírus

Dessa maneira, o novo coronavírus compartilha uma linhagem do RaTG13, um outro vírus já catalogado na província de Yunnan, na China e identificado em morcegos.

Os pesquisadores utilizaram três técnicas diferentes para a tentativa de identificação das partes do genoma que não sofreram mutação genética e chegaram a três possíveis datas para separar o Sars-Cov-2: 1948, 1969 e 1982.

Mesmo não descartando os pagolins, um mamífero semelhante a um tatu-bola, como hospedeiros intermediários do vírus, o estudo sugere que humanos pode ter sido infectados pelo coronavírus diretamente de morcegos.

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