Falsa médica de SC que mobilizou Interpol foi descoberta por agulha e ‘some’ de audiência

Caso ocorreu na última sexta-feira (6), no Hospital Annegret Neitzkeb, em Pouso Redondo

Um documento adulterado e nenhuma habilidade de segurar uma agulha para fazer uma sutura, procedimento básico da medicina. Foi assim que uma falsa médica foi descoberta no hospital de Pouso Redondo. Entre a entrada de documentos e o treinamento com a equipe médica, 50 minutos foram suficientes para ela ser desmascarada.

A direção do hospital acionou a Polícia Militar e a farsante foi presa em flagrante, mas liberada após pagamento de fiança. Ela disse à Polícia Civil que se formou na Espanha e tinha experiência do Paraguai. O delegado que fez o flagrante, precisou pedir ajuda à Interpol para verificar a situação migratória da envolvida. Após ser solta, a mulher não foi mais encontrada para a audiência de custódia.

Falsa médica se apresentou no hospital de Pouso Redondo – Foto: Arquivo/ASCOM Pouso Redondo/NDFalsa médica se apresentou no hospital de Pouso Redondo – Foto: Arquivo/ASCOM Pouso Redondo/ND

Segundo o delegado, Diones Freitas, a Interpol informou que a mulher, de 34 anos, deu entrada no Brasil no dia 12 de abril. Depois disso, ela teria passado alguns dias em Balneário Camboriú, onde conheceu uma amiga de Pouso Redondo, com quem foi morar.

A cédula federal apresentada à direção do Hospital Annegret Neitzkeb, de Pouso Redondo, era falsa. Segundo o Freitas, ela imprimiu um modelo do site oficial e jogou uma foto para simular a originalidade do documento.

A falsa profissional disse à Polícia Civil que tinha experiência em Foz do Iguaçu e insistia que queria voltar ao Paraguai para confirmar a identidade. “Mas não conseguimos constatar qualquer experiência neste local”, assegura a autoridade policial.

Mulher não sabia segurar uma agulha

Uma nota enviada pela administração do hospital revelou que a envolvida já havia entrado em contato com a unidade em fevereiro para pedir emprego.

Na época, informou que era graduada no Paraguai e pós-graduada na Espanha. Quando foi informada que precisava apresentar o documento do Conselho Federal de Medicina, ela disse que iria providenciar.

Direção do hospital publicou uma nota nos canais oficiais, após repercussão do caso – Foto: Divulgação/HAN/NDDireção do hospital publicou uma nota nos canais oficiais, após repercussão do caso – Foto: Divulgação/HAN/ND

Na última sexta-feira (6), voltou à unidade com o documento falso. Enquanto o gerente do hospital, Wilton Pinto, dava entrada nos documentos, ela foi encaminhada para a área de atendimento aos pacientes. Foi ali que provou não ter nenhum conhecimento na área.

“Ela foi acompanhada por outro médico, que pediu uma sutura de um paciente que estava com a mão cortada”, relembra. Quando notou que a mulher não sabia segurar a agulha que faria os pontos, o técnico interrompeu o atendimento e informou a situação à direção do hospital.

Mulher foi presa, mas pagou fiança e sumiu

Wilton Pinto disse que “segurou” a mulher na unidade até a chegada da polícia. “Tive medo de ela tentar se passar por médica em outro hospital, já que por aqui temos uma alta demanda”, informou. A mulher foi presa em flagrante, mas, por não ter outras passagens, foi solta após pagamento de fiança.

Quando foi procurada para a audiência de custódia, ela já não foi mais encontrada. O caso chagou ao Ministério Público, que pediu ao delegado novas diligências.

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