Falta de recursos atrasa mais uma vez a obra do centro cirúrgico do Cepon

Secretaria de Estado da Saúde que espera repasse de R$ 5 milhões do BNDES para finalizar o centro cirúrgico de alta complexidade

As obras do centro cirúrgico de alta complexidade do Cepon (Centro de Pesquisas Oncológicas) estão paradas mais uma vez. O principal motivo, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde é a espera pelo financiamento solicitado junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no valor de R$ 5 milhões. O repasse é necessário para a conclusão do centro cirúrgico – a construção está pronta, mas precisa de acabamentos internos. O local contará também com uma unidade para transplante de medula.

Marco Santiago/ND

Quase pronto, prédio do centro cirúrgico precisa de acabamentos internos

Nesta quinta-feira, o secretário de Estado de Planejamento, Murilo Flores, cobrou do BNDES a liberação dos recursos, mas não recebeu prazos de quando ocorrerá o repasse. Conforme a Secretaria de Saúde, como a obra passou por muitos trâmites burocráticos, algumas documentações e licenças precisaram ser refeitas e reenviadas ao BNDES.

O Estado garante que de recursos próprios foram investidos R$ 1.112.302,69. Só para a obra civil do centro cirúrgico são necessários R$ 3,8 milhões. O Notícias do Dia entrou em contato com a assessoria do BNDES, mas não recebeu um retorno sobre a liberação dos recursos.

Não é a primeira vez que as obras param. Em março do ano passado, a construção ficou paralisada por um período de seis meses. O principal entrave para os impasses envolvendo o término do complexo foi o terreno do Cepon, no bairro Itacorubi. A área precisou ser transferida ao Estado para que dessa forma fosse possível o financiamento junto ao BNDES.

Mas, mesmo com a transferência da área, ocorrida em setembro do ano passado, as obras voltaram a paralisar no fim do ano. “Lutamos bastante para conseguir a reversão do terreno e agora não conseguimos entender o que impede o repasse do recurso. É uma doença tão perversa e que não recebe a atenção devida”, lamenta o presidente da Associação dos Amigos e Pacientes de Câncer de Santa Catarina, João Vianei.

ENTENDA O CASO

– As obras de ampliação do complexo do Cepon começaram em julho de 2014. Em março de 2015, as obras do centro cirúrgico de alta complexidade foram interrompidas por falta de repasse.

– O principal entrave para a finalização das obras era o terreno do Cepon, no Itacorubi. Doado pelo Estado em 2001 à Fahece (Fundação de Apoio ao Hemosc e ao Cepon), a área precisava ser transferida ao Estado para que, desta forma, fosse possível o financiamento pelo BNDES.

– As obras foram retomadas em setembro do ano passado, após a transferência do terreno da Fahece ao Estado.

– Com a conclusão do prédio, a aquisição dos equipamentos e a contratação de funcionários, a expectativa da Secretaria de Estado da Saúde era de que a nova estrutura começasse a funcionar totalmente entre junho e julho de 2015, o que não ocorreu, por falta de repasse junto ao BNDES. As obras foram paralisadas novamente no fim de 2015.

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