Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.


“Falta respeito ao próximo”, diz comandante da GM de Florianópolis

Valci Brasil fala sobre as baladas irregulares e pede que as pessoas continuem denunciando o descumprimento das medidas restritivas

Flagrantes de baladas irregulares em Florianópolis, com aglomerações e frequentadores sem máscaras, repercutiram nacionalmente no feriadão de Páscoa. Nesta entrevista, o comandante da Guarda Municipal, Valci Brasil, fala sobre a força-tarefa de fiscalização e pede que as pessoas “sejam fiscais e continuem denunciando”.

Força-tarefa fiscaliza cumprimento dos decretos de enfrentamento da Covid-19 – Foto: Divulgação/NDForça-tarefa fiscaliza cumprimento dos decretos de enfrentamento da Covid-19 – Foto: Divulgação/ND
Valci Brasil, comandante da Guarda Municipal de Florianópolis – Foto: Divulgação/NDValci Brasil, comandante da Guarda Municipal de Florianópolis – Foto: Divulgação/ND

Muitas denúncias estão sendo feitas sobre festas irregulares na Capital. Como está sendo feita essa fiscalização?
A força-tarefa é coordenada pelo secretário de segurança pública, coronel Araújo Gomes, e formada pela Guarda Municipal, Vigilância Sanitária, Susp e Procon, com apoio da Polícia Militar. É montado um roteiro com base nas denúncias recebidas pela Vigilância e por meio dos números 153 e 190.

São duas equipes. Além das questões das regras sanitárias, também são fiscalizados se os alvarás estão em dia e se as casas estão cumprindo as demais normas exigidas pelo município. Com foco maior, é claro, nas regras sanitárias.

Temos o programa “Ixpia Floripa”, que investiga as baladas. A maioria dos beach clubs alterou os CNAES (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) justamente para operarem como restaurantes, e ficarem de acordo com o decreto. Só que na prática estão funcionando como casa de balada.

Como avalia o comportamento da população, de modo geral, diante das medidas restritivas?
O que está incomodando mesmo são essas casas noturnas disfarçadas de restaurantes. Nosso efetivo da força-tarefa não é tão grande, é difícil de fiscalizar. A grande maioria das pessoas, no entanto, está respeitando as normas.

Na última sexta-feira, por exemplo, tivemos grande movimentação no Mercado Público, mas com respeito ao distanciamento, uso de máscaras e álcool gel.

Todas as denúncias que chegam nós estamos atendendo. Basta um pouco de educação e bom senso para as pessoas. Pedimos para que as pessoas sejam nossos fiscais e continuem denunciando.

Na sua avaliação, está faltando empatia nesse momento grave de pandemia?
A percepção é de que eles acham que estão certos e todo mundo está errado. Nos flagrantes, a gente registra aglomeração, falta de uso de máscara e falta de distanciamento entre as mesas. Algumas casas também não fornecem o álcool gel.

As pessoas não estão preocupadas com o grande número de pessoas que estão morrendo de Covid-19. Está faltando respeito em relação ao próximo e falta de conscientização de que é um problema público e generalizado. E que a atitude deles reflete na vida dos outros, inclusive pessoas próximas e do núcleo familiar. É o caso do cara que bebe e dirige em seguida.

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