Família de adolescente acusa maternidade de negligência por morte de bebê em Joinville

Família diz que equipe demorou para realizar cesariana; Maternidade Darcy Vargas afirma que está apurando o caso

Um bebê recém-nascido morreu na Maternidade Darcy Vargas, em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após 15 horas de trabalho de parto. A família da mãe, uma adolescente de 17 anos, acusa a equipe da maternidade de negligência, em função da demora em realizar a cirurgia cesariana.

família acusa maternidade Adolescente afirma ter feito pré-natal e que gravidez foi tranquila – Foto: Reprodução/NDTV

A jovem afirma que teve uma gestação tranquila e que realizou exames de pré-natal. Mas, na manhã da última terça-feira (19), com nove meses de gravidez, ela não se sentiu bem e foi até uma UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família).

A adolescente estava com pressão alta e foi encaminhada à maternidade. Ela chegou no local acompanhada da mãe, próximo das 16h30.

“Fizeram o exame e viram que ela estava com pressão [alta]. O ultrassom mostrou que estava tudo bem com ela. Foi negligência pelo atendimento deles, porque o médico de plantão não quis fazer a cesárea. Se ele tivesse feito, ela [criança] não teria morrido”, afirmou Adriana de Araújo, que também garante que a equipe da maternidade insistiu pelo parto normal.

Parto levou 15 horas para ser realizado

A tia da adolescente também relatou o que teria ocorrido. “Marcaram para 21h. A gente ficou até meia-noite e eles não levaram para a sala da cesárea. Colocaram soro e levaram ela para o pré-parto. Nesse período não foram ver como ela estava nenhuma vez”, disse Suzana de Araújo.

A família afirma que a cesariana ocorreu apenas depois da troca de plantão, quando uma nova equipe percebeu que não havia mais batimentos do bebê. A cirurgia foi feita por volta das 7h30 de quarta-feira, 15 horas após a entrada da mãe na maternidade.

A bebê recebeu o nome de Eloá e foi velada na manhã desta quinta-feira (21), na capela do cemitério de Pirabeiraba. A mãe está internada por causa da cirurgia e, mesmo com a liberação do médico, preferiu não ver a filha no caixão.

A direção da Maternidade Darcy Vargas informou que está apurando os fatos com as equipes envolvidas e que vai dar suporte para a família da paciente.

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