Fecam seguirá recomendação do MPSC para acelerar vacinação

Reunião nesta segunda-feira (15) entre os poderes definiu ações conjuntas para acelerar o processo de vacinação no Estado

A Fecam (Federação Catarinense de Municípios) iniciou um levantamento da situação em todas as cidades do Estado para atender uma recomendação do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) com o intuito de acelerar o processo de vacinação contra a Covid-19 em Santa Catarina. A informação é do presidente da entidade, Clenilton Pereira.

Reunião entre o governador Carlos Moisés (PSL) com representantes da Fecam, do MPSC e Alesc – Foto: Divulgação/Fecam/NDReunião entre o governador Carlos Moisés (PSL) com representantes da Fecam, do MPSC e Alesc – Foto: Divulgação/Fecam/ND

Na tarde desta segunda-feira (15), ocorreu uma reunião com o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), o procurador geral de Justiça, Fernando Comin, e a deputada estadual Paulinha, que representou a Assembleia Legislativa, com o objetivo de definir ações conjuntas para acelerar o processo de vacinação no Estado.

Segundo o presidente da Fecam, a recomendação do MPSC foi resultado de uma reunião com o procurador de Justiça na última quinta-feira (11). “Não há nada de anormal foi uma recomendação já articulada na semana passada quando o procurador Fernando Comin pediu urgência de um alinhamento entre os gestores municipais e estadual. E já iniciamos esse alinhamento para sermos mais assertivos possível”, explicou.

Clenilton Pereira disse que um dos entraves tem sido um desencontro de informações entre os prefeitos e Governo do Estado. “Se detectou que têm muitas informações desencontradas. A ideia é que consiga conversar com a sociedade e ser mais assertivo possível”, salientou.

“Além de unificar a linguagem da comunicação, é preciso estabelecer ações efetivas para que esse processo seja conduzido de forma mais célere. A Fecam está levantando todas as informações junto aos prefeitos catarinenses, e o MP e o Governo do Estado irão auxiliar na ampliação dessa divulgação para proporcionar maior segurança aos gestores públicos na tomada de decisões. Não tem que se achar culpados, mas sim buscar soluções”, finalizou.

A recomendação, assinada pelo promotor de Justiça Luciano Trierweiller Naschenweng, titular da 33ª Promotoria de Justiça da Capital, e pelo promotor de Justiça Douglas Martins, coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor (CDH), serve de roteiro para os gestores municipais que têm dúvidas acerca do plano nacional de imunização e estabelece medidas práticas para que o processo de imunização tenha celeridade e segurança nos municípios.

Na recomendação, o MPSC pede que a Fecam elabore um formulário em que os municípios informem ao Ministério Público os problemas pontuais que estiverem enfrentando para efetivar os seus planos de imunização.

Três anos e dois meses para vacinar 70%

Segundo dados do Ministério da Saúde, extraídos do painel  “Covid-19 vacinação – a distribuição de vacinas”, entre os dias 18 de janeiro e 07 de fevereiro, Santa Catarina recebeu 298.140 doses de vacinas contra a covid-19.

Segundo balanço da secretaria de Estado da Saúde, até o último dia 12 de fevereiro somente 129.778 doses haviam sido efetivamente aplicadas na população catarinense.

Segundo um estudo do professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração da UFSC, Lauro Mattei, caso a vacinação siga nesse ritmo, serão necessários mais 1.138 dias para imunizar 70% da população, ou seja, três anos e dois meses.

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