Cacau Menezes

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo


Filoxera,  o coronavirus do Vinho, tome cuidado com o que vem da China

Europa sabe o perigo que isso representa

Pipocam nas redes sociais fotos e denuncias sobre o recebimento de sementes (brindes), vindas junto com encomendas provenientes da China.

Sementes oriundas de países do Oriente são enviadas à população – Foto: Gabriel Zapella/Divulgação

Santa Catarina já convive com a proliferação de pinus, sagüis, caramujos e mexilhões exóticos. A Europa sabe muito bem o perigo que isso representa. Com o barco a vapor, pessoas passaram a ter condições de deslocamento pelos Oceanos. Em 1858, numa dessas viagens alguém levou mudas doentes de uvas americanas para a França. Elas continham um afídio, espécie de pulgão de raiz, chamado Filoxera, causador da murchidão dos vinhedos. Levaram 20 anos para descobrir a forma de como cultivar novamente as vinhas, mesmo com a praga. Em 1880, começou a gigantesca tarefa de “reconstituição” das vinhas francesas.
Incontrolável, devastadora e sem um antídoto, até hoje a Filoxera foi uma espécie de coronavírus do vinho. Muito cuidado com o ‘cavalo de tróia’ chinês.