Fiocruz investiga 12 casos de reinfecção pelo coronavírus em pacientes de SC

Laboratório do Rio de Janeiro descartou quatro casos; a reinfecção ocorre quando o paciente tem dois diagnósticos no intervalo de 90 dias

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), do Rio de Janeiro, está investigando possíveis casos de reinfecção pelo novo coronavírus em pacientes de Santa Catarina. Ao todo, 12 casos estão sendo analisados pela Fiocruz, a pedido do governo catarinense. Outras quatro amostras de SC, enviadas para o laboratório no Rio, foram descartadas de acordo com a Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica).

Casos de reinfecção da Covid-19 em SC estão sob análise da Fiocruz – Foto: Pixabay/ReproduçãoCasos de reinfecção da Covid-19 em SC estão sob análise da Fiocruz – Foto: Pixabay/Reprodução

O Brasil tem casos confirmados de reinfecção pelo coronavírus, por isso, o governo do Estado pretende acompanhar de perto os suspeitos. O novo superintendente de vigilância em saúde de Santa Catarina, Eduardo Macário, disse que é vital monitorar e identificar.

Segundo ele, os casos de reinfecção pelo vírus SARS-Cov-2 são raros e devem ser investigados com o máximo de cautela e respeitando protocolos definidos.

“A caracterização desses eventos é fundamental para orientar a adoção de medidas de vigilância, prevenção e assistência a casos de Covid-19”, finaliza.

Reinfecção preocupa desde 2020

Para trazer luz ao tema, a Dive criou – no ano passado – uma nota técnica junto de outros órgãos, como LACEN (Laboratório Central de Saúde Pública), SUV (Superintendência de Vigilância em Saúde) e a SES (Secretaria de Saúde do Estado).

A nota técnica nº 004/2020, “revista e atualizada quando evidências científicas agregam informações adicionais”, tem um objetivo:

identificar casos suspeitos de reinfecção pelo vírus SARS-CoV-2 em Santa Catarina e, assim, facilitar o monitoramento epidemiológico e laboratorial adequado.

O que define a reinfecção

A reinfecção pelo novo coronavírus, segundo a nota conjunta dos órgãos de saúde estaduais, ocorre quando a pessoa tem dois resultados detectáveis de RT-qPCR.

Trata-se, portanto, de pacientes com dois resultados positivos em exames do vírus da Covid-19. Além disso, entre si, os dois resultados devem ter um intervalo igual ou superior a 90 dias.

A condição clínica do paciente nos dois episódios não tem relevância: se a pessoa teve sintomas leves na primeira infecção e foi parar na UTI na segunda, ou vice-versa, não tem diferença. A presença do vírus em um período maior ou igual a 90 dias é o que importa.

Antes de levantar as suspeitas da reinfecção, no entanto, é preciso descartar algumas hipóteses, de acordo com a nota conjunta, como erros na coleta do material para testagem diagnóstica e o uso de testes com baixa especificidade.

Ainda de acordo com a nota técnica conjunta dos órgãos de saúde do Estado, todos os pacientes que se enquadram na definição, independentemente do quadro clínico, serão analisados. Isso inclui assintomáticos, casos leves, graves e até pacientes que morreram.

Por fim, a nota conjunta dos órgãos do governo de SC enfatiza: paciente suspeito de reinfecção, não importa o quadro clínico, deve ficar em isolamento.

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