Fique atento à importância do Teste da Orelhinha nos recém-nascidos

Exame obrigatório por lei, alerta para possíveis alterações de audição e prevenção da saúde auditiva para o futuro

Teste da Orelhinha é feito nas primeiros 48 horas de vida do bebê – Foto: Divulgação

O Teste da Orelhinha, ou “exame de emissões otoacústicas evocadas”, é eficaz no sentido de prevenção e cuidados auditivos em recém-nascidos, visando ao diagnóstico e intervenção precoce de perda auditiva.

De acordo com a SBP – Sociedade Brasileira de Pediatria, esse teste consiste na produção de um estímulo sonoro e na captação do seu retorno por meio de uma delicada sonda na orelhinha do nenê. “É rápido, seguro e indolor”, detalha a entidade.

Explica o fonoaudiólogo, Dr. Nildo Manoel Duarte, diretor técnico do Grupo Digsom Aparelhos Auditivos, que o Teste da Orelhinha pode ser feito com o bebê dormindo, a partir de 48 horas de vida.

“São necessários de 5 a 10 minutos para a conclusão deste exame, que alerta para alguma suspeita de alteração na audição desde o nascimento”, diz.

Exame é preventivo e assegurado por lei

O Fonoaudiólogo especialista em Audiologia Clínica lembra que o Teste da Orelhinha, chamado também de Triagem Auditiva Neonatal, é assegurado por lei.

“Segundo esta lei, é obrigatório todos os hospitais e maternidades realizarem o teste gratuitamente em todos os bebês nascidos em suas dependências”, lembra Dr. Nildo.

Desta forma, segundo o especialista, recomenda-se que os bebês que apresentarem alguma alteração do exame sejam encaminhadas ao médico Otorrinolaringologista, para a realização de exames complementares.

“Visa-se estabelecer o diagnóstico definitivo e o encaminhamento para um programa de intervenção precoce, buscando minimizar os impactos da deficiência auditiva no desenvolvimento da criança”, explica o Fonoaudiólogo.

Bebê já escuta antes de nascer

Ainda, segundo a SBP, a audição é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento completo da criança.

“O bebê já escuta desde bem pequeno, antes mesmo de nascer, por volta do quinto mês de gestação. Ele ouve a voz e os sons do corpo da mãe”, diz a entidade médica.

Afinal, é por meio da audição que se inicia o desenvolvimento da linguagem. Qualquer perda na capacidade auditiva, mesmo que pequena, impede a criança de receber adequadamente as informações sonoras essenciais para a fala, concordam os especialistas.

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