Fiscalização tenta conter avanço da Covid-19 na Grande Florianópolis

Em São José e Palhoça, fiscais da Vigilância Sanitária, Defesa Civil, Procon e outros órgãos municipais verificam o cumprimento das medidas sanitárias

Desde março, início da pandemia de Covid-19, prefeituras da Grande Florianópolis formaram grupos de trabalho e equipes que fiscalizam o cumprimento dos decretos que estabelecem medidas sanitárias nos municípios. Em São José, no final de semana um bar foi interditado e em Palhoça três motéis sofreram interdição na noite de terça-feira (28) por descumprirem a legislação.

As denúncias de descumprimento chegam pelas centrais telefônicas e os motivos mudaram no decorrer da pandemia. Nos primeiros meses, o foco das ligações era a aglomeração em supermercados, filas de banco e lotéricas. Depois passou a ser o funcionamento de casas noturnas e agora as denúncias apontam para a realização de festas particulares seja de dia ou de madrugada.

O comandante da Guarda Municipal de São José, Marcelo Luiz de Souza, afirma que as denúncias de festas são as que dão mais trabalho e geralmente são atendidas pela Polícia Militar. A ocorrência mais recente de evento fechado atendida pela GM ocorreu em um bairro afastado localizado na área rural de São José. Numa casa fechada funcionava um bar onde havia 50 pessoas aglomeradas. O local, que também não possuía alvará de funcionamento, foi interditado por sete dias e a proprietária foi multada em R$ 1,6 mil por descumprir o decreto sanitário.

Em Palhoça, de acordo com o superintendente da Vigilância Sanitária do Município, Rodrigo Tenfen Legat, nos últimos meses foram fechadas quatro casas noturnas que estavam funcionando, apesar da proibição em todo o Estado.

Entre março e 24 de julho, a fiscalização da Prefeitura de São José fechou quase 8 mil estabelecimentos – Foto: Divulgação/Defesa Civil/ND

Motéis também são fiscalizados pelo órgão. Na noite de terça-feira passada, em operação conjunta com a Polícia Civil, três motéis foram interditados por descumprirem as medidas de cuidado contra o novo coronavírus. Entre as infrações estavam a falta de EPI (Equipamento de Proteção Individual) para funcionários e álcool em gel.

As denúncias de festas privadas começaram a subir a partir de junho e têm sido a maior demanda. “Não sabemos o que aconteceu, se as pessoas cansaram da quarentena ou não têm medo do contágio. O certo é que não estão tendo responsabilidade social para zelar pela própria vida e a dos outros”, diz.

Quase 8 mil interdições

De 18 de março a 24 de julho, a Defesa Civil de São José, órgão que coordena a fiscalização, já interditou 7.978 estabelecimentos, sendo que 25 fechamentos ocorreram nas últimas semanas. O volume de denúncias recebidas pelos canais da prefeitura passa de mil nesses quatro meses. Quando o transporte coletivo estava operando, foram aplicados 14 autos de infração.

O diretor da Defesa Civil de São José, Telson Nascimento, diz que falta colaboração por parte da população que ainda insiste em não respeitar as medidas de segurança sanitária. Telson, que se recupera da Covid-19, acredita que falta empatia à pessoas que não observam os cuidados já tão conhecidos. “Essas pessoas só entenderão a gravidade da pandemia quando um parente ou alguém próximo adoecer”, comenta.

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