Florianópolis lidera ranking das cidades com a melhor saúde do Brasil

Capital catarinense está no topo da lista do estudo "Desafios dos Municípios 2021", que analisa os cem maiores municípios brasileiros

Florianópolis foi considerada a cidade brasileira com a melhor saúde do país no ranking do estudo “Desafios dos Municípios 2021”, que analisa os cem maiores municípios brasileiros.

Equipes da rede municipal de saúde durante vacinação contra a Covid-19 – Foto: Cristiano Andujar/PMF/Divulgação/NDEquipes da rede municipal de saúde durante vacinação contra a Covid-19 – Foto: Cristiano Andujar/PMF/Divulgação/ND

Um dos indicadores analisados pelo levantamento foi a taxa de mortalidade infantil em Florianópolis. A Capital tem, hoje, uma taxa de 5,4 por mil nascidos vivos em 2019, menor que a média das cidades avaliadas.  A pesquisa, realizadas entre 2009 e 2019, demonstra que a taxa de mortalidade caiu 40% no município.

Ainda, de acordo com o estudo, a capital catarinense conta atualmente com 91,7% de cobertura das equipes na atenção básica municipal, o que foi demonstrado também durante a pandemia, já que as equipes de saúde têm contribuído demasiadamente para o atendimento de pessoas com sintomas de Covid-19 e estão fazendo toda a campanha de vacinação. Ao todo, são 445.290 pessoas cobertas pelas equipes de atenção primária.

A Capital apresentou também queda na taxa de mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis. No total, foram registradas 689 mortes prematuras por estas doenças em Florianópolis em 2019. O dado resultou em 249,6 óbitos por 100 mil habitantes entre 30 e 69 anos, taxa menor que a média dos 100 maiores municípios do país nesse ano.

Outro importante indicador é que a Capital tem 78% de nascidos vivos com sete ou mais consultas pré-natal. A proporção é maior que a média dos 100 maiores municípios do país.

Investimento na atenção primária à saúde

O secretário de Saúde de Florianópolis, Carlos Alberto Justo da Silva, destaca que os indicadores refletem a qualidade alcançada hoje no atendimento à população e que o desempenho se deve a todo o investimento feito na rede, principalmente na atenção primária à saúde, realizado nos últimos anos.

Ele lembra, por exemplo, que a rede municipal de saúde, atualmente, é formada por especialistas em suas áreas, o que amplia a qualidade da assistência à comunidade e os pacientes podem ser atendidos integralmente.

“Hoje, cada equipe de saúde da família atende de 2.500 a 3.000 pessoas na Capital, enquanto no país esse número é de 3.400 pacientes, em média. Colocamos os profissionais mais próximos dos indivíduos. Se o caso é de emergência, a pessoa é atendida nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Nos postos, os atendimentos eletivos são realizados em até 24 horas”, explica.

O secretário ressalta ainda que o resultado veio de três investimentos principais, em pessoal, estrutura e insumos. “Contratamos mais profissionais, altamente capacitados. Além disso, reformamos praticamente todos os centros de saúde, que hoje têm toda a logística adequada para essa assistência à comunidade, a maioria dos pacientes que se consultam na rede também já saem da consulta com os medicamentos. Além disso, o tempo para os exames solicitados, como hemograma ou raio-X, por exemplo, foi agilizado e é realizado em um prazo máximo de dez dias. O controle desse tempo também confere mais credibilidade para o sistema de saúde”, explica.

Ricardo Collar Rebolho, médico de família, durante teleconsulta em um centro de saúde de Florianópolis – Foto: PMF/Divulgação/NDRicardo Collar Rebolho, médico de família, durante teleconsulta em um centro de saúde de Florianópolis – Foto: PMF/Divulgação/ND

Tecnologia e inovação

A implantação do Alô Saúde Floripa no ano passado, serviço pré-clínico da Prefeitura da Capital que já era desenvolvido há quatro anos quando a pandemia chegou e pegou a todos de surpresa, no último ano, é outro fator citado pelo secretário que colabora para os bons indicadores e melhoria na rede municipal.

O Alô Saúde realizou mais de 142 mil atendimentos desde que começou a operar na cidade, há pouco mais de um ano. Neste período, o teleatendimento ajudou a população da cidade na prevenção e combate à pandemia, encaminhamento para as equipes de saúde que realizam teleconsultas, além de auxiliar na campanha de vacinação contra a Covid-19 com a verificação de cadastros no SUS (Sistema Único de Saúde).

O Alô Saúde Floripa é um importante marco para a capital catarinense, pois foi o primeiro serviço neste modelo implantado no país e se tornou referência para o governo federal e outros municípios. Inspirado em atendimentos em serviços particulares, sistema de saúde internacionais e estudos científicos, as equipes passam orientações em saúde para quaisquer sintomas que a população esteja sentindo, além de realizar outros encaminhamentos.

Devido às novas demandas criadas pela pandemia, a rede municipal de saúde aprimorou a tecnologia do WhatsApp da equipe e do 0800 para oferecer também teleconsultas médicas e de enfermagem com o médico de família e os enfermeiros no centro de saúde.

Hoje é possível agendar consulta e ter a teleconsulta, sem sair de casa, por vídeo ou voz, por meio do uso de  ferramentas como o smartphone, pelo WhastsApp, e também por meio de uma parceria que o município passou a  ter com a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) para as teleconsultas, para o uso de outras plataformas para videoconsulta.

“A equipe (de saúde de família) tem celular e equipamento próprio, então, todos os pacientes atendidos por aquele grupo têm esse mesmo número de celular e são sempre atendidos por essa equipe, que acompanha os pacientes, que também interagem com os profissionais. Nas unidades de saúde, as pessoas que ficam na recepção hoje são destas equipes e conhecem os pacientes. Para a telemedicina, todos os centros têm hoje cabeamento de fibra ótica, menos o da Lagoa, devido a um impedimento físico.  Tudo isso aparece nos resultados, para atingirmos os melhores indicadores, alcançados pelas boas práticas”, conta  Carlos Alberto Justo da Silva.

Canais de comunicação

Além da Central Telefônica (0800-333-3233) e o Whatsapp das equipes, o programa também tem um aplicativo próprio, o Alô Saúde Floripa, que está disponível nas plataformas IOS e Android, e o site www.alosaudefloripa.com.br.

As ligações são ilimitadas e gratuitas. Pelo app, os usuários têm a opção de entrar em contato com às equipes por meio de videochamadas, chats, acessar o contato whatsapp das equipes de saúde, conferir notícias, acessar prontuários e prescrições, além de poder entrar em contato com a própria equipe de atendentes do serviço.

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.

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