Florianópolis ultrapassa 302 mil pessoas imunizadas com a primeira dose contra a Covid-19

Número representa 74, 45% da população acima de 18 anos da cidade; dedicação e comprometimento dos vacinadores ajuda o município a melhorar cada vez mais o seu quadro de saúde

Florianópolis ultrapassou 302 mil pessoas imunizadas com a primeira dose da vacina contra a Covid-19, número que representa 74,46% de cobertura da população acima de 18 anos e 59,53% da população total.

Momento de emoção: Raquel de Siqueira vacinou o próprio pai, José Litério Góes, em Florianópolis – Foto: Divulgação/NDMomento de emoção: Raquel de Siqueira vacinou o próprio pai, José Litério Góes, em Florianópolis – Foto: Divulgação/ND

As pessoas com esquema vacinal completo de proteção contra o coronavírus já chegam a 128.837 na capital catarinense, o que representa 31,67% da população acima de 18 anos e 25,32% da população total.

Os números da Capital estão bem à frente dos registrados no Estado, que hoje tem 47,86% de cobertura total da população catarinense com uma dose do imunizante; e do país, que vacinou 45,09% dos brasileiros com a D1.

O avanço na imunização contra a doença também levou à redução na ocupação de leitos na Grande Florianópolis, que nesta segunda-feira (26) é de 68,62%. Dos 290 leitos ativos na região, 91 estão disponíveis e, entre os ocupados, apenas 53 são de pacientes com Covid-19.

Trabalho realizado durante toda a pandemia

“Iniciamos a semana com o menor número de pacientes COVID em UTI na Grande Florianópolis em mais de um ano.  Também há a expectativa de uma remessa grande de vacinas para esta semana, a maioria para D2, mas também para D1. Vamos nos vacinar”, destaca o prefeito Gean Loureiro.

Ele atribui os números positivos registrados na região ao trabalho realizado desde março do ano passado na cidade. “Desde o início da pandemia, fizemos tudo que esteve ao nosso alcance para prevenir e combater a disseminação do coronavírus e reduzir a curva de contágio na nossa cidade. Investimos em uma central de atendimento para orientar a população, em teleconsultas, que hoje já são realidade em nosso município. Também aplicamos testes em massa e monitoramos os pacientes que testaram positivo. Desde que as vacinas começaram a chegar, fazemos sempre uma grande força-tarefa, para imunizar o máximo possível de pessoas. Agora só esperamos a chegada de mais vacinas para continuarmos a vacinação das primeiras doses. As segundas doses continuam sendo aplicadas”, afirma.

Confira a situação do coronavírus na cidade e da vacinação contra a Covid-19 no site do Covidômetro 

Ele também ressalta a importância da colaboração da população e do trabalho de cada um que atua neste processo. “Muitas pessoas que atuam na linha de frente na nossa saúde, desde março do último ano, fazem questão de serem as primeiras e as últimas a saírem dos postos de vacinação. É uma grande alegria o dia de imunização contra a Covid-19 e eu agradeço a dedicação e o empenho de cada uma destas pessoas, que fizeram toda a diferença para que tivéssemos agora um quadro de saúde melhor no município”, afirma.

“Vacinação é um momento emocionante e de muita alegria”

Raquel de Siqueira, enfermeira há 15 anos, coordenadora da unidade de saúde do Balneário do Estreito, na Capital, é uma destas pessoas. Ela trabalha na Prefeitura da Capital há nove anos e atua na linha de frente na saúde do município desde o início da pandemia.

Raquel também vacinou sua mãe, Albertina Rechia Bez Fontana, e o marido, Itamar da Silva – Foto: Divulgação/NDRaquel também vacinou sua mãe, Albertina Rechia Bez Fontana, e o marido, Itamar da Silva – Foto: Divulgação/ND

Desde janeiro deste ano, começou a trabalhar na vacinação, primeiro para o pessoal que atua nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e no Arcanjo, do BOA (Batalhão de Operações Aéreas), do CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina). No final de fevereiro, começou a imunizar as pessoas no drive thru da Beira-Mar Continental.

“Eu gosto muito de estar ali, o momento da vacinação é sempre esperado, emocionante e muito feliz, as pessoas ficam muito agradecidas. Agora, estamos imunizando o pessoal mais jovem, muitos deles perderam algum familiar, então são instantes que tocam e ficam marcados em nossa memória, conhecemos histórias muito legais também. Eu peço para estar lá, me disponibilizo e vou sempre que é possível”, explica.

Raquel, que durante todo esse processo conta com o apoio do marido, Itamar da Silva, teve a oportunidade de imunizá-lo contra a doença. Vacinou ainda sua mãe, Albertina Rechia Bez Fontana, seu pai, José Litério Góes, de 82 anos e amigos próximos. “Não tem como descrever a emoção. Como eu trabalhava na linha de frente, a primeira vez que eu me aproximei, que toquei meu pai em um ano, foi para vaciná-lo. Sempre que a gente sabe que um deles está na fila, todos ficamos naquela ansiedade, sabendo que estão chegando, e depois é uma festa”, explica.

Apesar de trabalhar durante toda a pandemia como coordenadora de um centro de saúde da Capital, a enfermeira não teve a doença. “Eu me cuidei muito, desde o ano passado, para não me contaminar, pelos riscos, por mim, pelos meus amigos e familiares, mas também para poder estar forte e inteira para continuar atendendo. Este é um momento histórico para a humanidade e eu pretendo trabalhar na vacinação até o último dia”, conclui.

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.

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Prefeitura de Florianópolis

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