Focos do mosquito da dengue dobram em Concórdia em 2020

Em 2019, o número de focos chegou a 493 enquanto que, neste ano, a cidade contabiliza 1.154 focos

Faltando dois dias para acabar o ano, o número de focos da dengue, no município de Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, já é mais que o dobro do registrado em 2019. A cidade alcançou a marca de 1.154 focos do mosquito Aedes aegypti, enquanto que em 2019 o número foi de 493. 

O mosquito transmissor da dengue também transmite outras doenças como Zika e da Chikungunya – Foto: Pixabay/ReproduçãoO mosquito transmissor da dengue também transmite outras doenças como Zika e da Chikungunya – Foto: Pixabay/Reprodução

A situação preocupa a Vigilância Epidemiológica uma vez que, com a chegada do verão e as altas temperaturas, acompanhadas de pancadas de chuva, os números tendem a subir.

A coordenadora do Programa da Dengue de Concórdia, Mara Sampaio, faz um alerta e pede cuidado aos moradores. Segundo ela, são 11 bairros infestados, mas, os mais críticos são: Nações, Santa Cruz, Petrópolis e Centro.

Neste ano foram cinco casos de dengue confirmados em Concórdia. Um deles autóctone (transmitido no município), confirmado no primeiro semestre de 2020, e quatro importados.

“Sabemos que neste período de outubro a março, por conta do aumento da temperatura, o número de focos do mosquito tem a propensão de aumentar. Nosso trabalho é contínuo, mas em razão da pandemia vamos ter que ser mais incisivos com campanha publicitárias e fazer com que as pessoas tenham consciência nos cuidados dentro do seu terreno para evitar o acúmulo de água”, comenta a coordenadora ao ND+.

Capinzal não tem focos

Em contrapartida, o município de Capinzal, no Meio-Oeste de SC, está prestes a encerrar o ano de 2020 com nenhum foco do mosquito. A Secretaria da Saúde, por meio do Programa de Combate à Dengue, reforça que o monitoramento deve ser constante.

De acordo com a agente de endemias, Lediane Toscan, nenhum foco do mosquito transmissor foi encontrado durante o ano. O foco mais recente foi registrado no fim de dezembro de 2019 na região da Cidade Alta. O controle do foco foi feito durante os primeiros meses de 2020.

“Visto que a gente entrou em um período sazonal e as epizootias nesse período ganham um potencial de desenvolvimento maior, tão obviamente que o perigo aumenta. Se o perigo é para todos, o combate também deve ser”, destacou a agente à Rádio Campinzal.

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Saúde