Funcionários municipais da rede de saúde de Palhoça entram em greve

Categoria decidiu paralisar atividades na tarde desta terça-feira por causa de cortes de benefícios feitos pela prefeitura

Os funcionários municipais da saúde de Palhoça decidiram entrar em greve na manhã desta terça-feira (27). Segundo Luciano Pereira, presidente do Sitrampa (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Palhoça), a categoria decidiu pela paralisação por conta de um decreto publicado pela prefeitura que prevê corte de despesas em várias áreas da administração, inclusive redução em 20% dos benefícios dos trabalhadores da saúde, a contar no contracheque deste mês, e válido até 31 de dezembro deste ano. Enquanto isso, a maior parte dos postos de saúde da cidade funciona com uma quota mínima de funcionários.

Marco Santiago/Arquivo ND

As 21 unidades básicas de saúde do município foram afetadas pela greve

De acordo com Pereira, a categoria procura reverter alguns itens do decreto, principalmente os que dizem respeito à produtividade. “Deveria ter sido cortado primeiro o salário de comissionados, horas extras, mas a prefeitura cortou primeiro o dos funcionários efetivos”, diz ele.

Além do corte nas gratificações, as horas extras e a licença premium foram suspensas neste período. Segundo a prefeitura, a medida que reduz despesas de pessoal e encargos sociais foi necessária por causa da previsão na diminuição de repasse de recursos e da arrecadação.

Na última sexta-feira e na segunda, a categoria já havia feito duas paralisações pois, segundo Luciano, estavam agendadas reuniões com o prefeito Camilo Pagani Martins, que acabaram sendo desmarcadas.

Com o início da greve, sindicato e prefeito conversaram na tarde desta terça, mas uma nova reunião está marcada entre as partes para esta quarta-feira.

As 21 unidades básicas de saúde do município estão afetadas pela greve. Segundo o sindicato, a do bairro do Aririú está fechada e as outras funcionam com o mínimo de 30% de atendimento.

Os serviços de urgência e de emergência no pronto-atendimento do Centro continuam funcionando. A prefeitura estima que 80% dos cerca de 600 servidores estejam paralisados, e o sindicato estima que são 70% de grevistas.

Segundo o sindicato, o centro de triagem do Centro de Palhoça e o pronto atendimento da Pinheira são os locais que têm mais funcionários trabalhando.

De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, as agendas nas unidades básicas foram canceladas momentaneamente, mas a policlínica de Palhoça funciona normalmente.

Participe do grupo e receba as principais notícias
da Grande Florianópolis na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Saúde

Loading...