Gestão do paciente e as necessidades da saúde suplementar

Como levar mais saúde à população, gerando a sustentabilidade no setor de saúde suplementar no Brasil

O desafio da gestão em saúde suplementar. Foto: Divulgação

Operadoras de planos de saúde enfrentam o desafio de conquistar melhores resultados e desfechos clínicos positivos.

Uma das formas para esse setor levar mais saúde para a população é atuar na gestão do paciente internado, acompanhando-0 durante o processo e voltando o olhar para os critérios de segurança.

O Diretor de Mercado da Qualirede, André Machado, destaca a importância do trabalho realizado por médicos, enfermeiros e pela equipe multidisciplinar da empresa.

Ao acompanhar o paciente que está internado, dando orientações à família, o profissional, além de acolher, traz benefícios para que se possa ter uma alta segura. Com isso, reduz os episódios de reinternação e de eventos adversos que possam trazer complicações ao quadro clínico.

A importância da gestão

“Os alinhamentos feitos com os médicos e demais membros da equipe quanto a intervenções ou mudanças necessárias no tratamento refletem no cuidado com o paciente. Ele percebe que está recebendo atenção exclusiva para a sua pronta recuperação”, observa Machado.

“A gestão do paciente também envolve a prevenção de eventos adversos, que podem ser acompanhados com planos de melhoria alinhados com os hospitais”, segue.

“Além disso, é realizada avaliação dos que estão em UTI e os critérios de permanência deles nesse setor, para que a alta seja dada com cautela e segurança. Assim, diminuiu-se a reinternação por ausência de orientação e pelo cuidado correto aplicado em cada caso”, explica o diretor.

A gestão do paciente internado é um serviço essencial em qualquer momento. No entanto, durante a pandemia, o trabalho realizado pela equipe especializada se torna ainda mais relevante, uma vez que auxilia no gerenciamento dos leitos de hospitais e especialmente para a alta segura dos pacientes.

Dados nacionais da saúde suplementar

  • O Brasil tem 722 operadoras de planos de saúde, que contam com 47 milhões de beneficiários, ou seja, pessoas com acesso à saúde privada por meio de assistência particular.
  • Para atender esta população, existem os prestadores de serviço em saúde, médicos, clínicas, laboratórios e hospitais.
  • Quando uma dessas pessoas precisa ser internada, por qualquer situação e/ou agravo em sua saúde, ela utiliza um dos 4.267 hospitais privados do Brasil.
  • Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), há uma queda no número de operadoras de saúde.
  • No entanto, os problemas não estão somente nos planos, os prestadores de serviço de saúde também se encontram em situação delicada, principalmente, quanto a manutenção dos serviços e estrutura dispensados para atender a população.
  • Esse quadro se agrava nesse cenário de pandemia.
  • O Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente (IBSP) divulgou em setembro de 2019 que, a cada ano, 134 milhões de eventos adversos em saúde ocorrem no mundo. Esses eventos ocasionam a morte de 2,6 milhões de pessoas.

Avaliando resultados

Atualmente, a Qualirede atua em 168 hospital no Brasil. Em 2019, mais de 54 mil casos de pacientes foram acompanhados. Em média, foram identificados 500 eventos adversos por mês.

O trabalho de gestão do paciente internado ajudou a reduzir a taxa de reinternação em 22%, o tempo médio de internação diminuiu 1,3 dias, 1.800 pacientes com troca de acomodação realizada (de UTI para apartamento) e 2.500 altas seguras geradas.

Além disso, 17% dos hospitais com eventos adversos identificados já estão com plano de ação de melhoria implantado.

Essa é uma das possibilidades para levar mais saúde para mais pessoas. Agregar valor para o mercado de saúde suplementar e atuar fortemente para a sustentabilidade do setor tem sido um estudo constante no cotidiano da Qualirede.

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