Governador de SC não assina pacto nacional de enfrentamento à Covid-19

Estado vive o pior momento da pandemia e chefe do Executivo Estadual não quis participar de movimento que pede medidas mais restritivas

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva, é um dos seis governadores, das 27 unidades da federação, que não assinaram a carta aberta à sociedade brasileira pelo pacto nacional em defesa da vida e da saúde devido a pandemia da Covid-19.

O Fórum Nacional de Governadores divulgou o documento nesta quarta-feira (10), em Brasília (DF), que sugere a ampla pactuação dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e das três esferas da federação (Federal, Estadual e Municipal), visando ao reforço da luta contra a pandemia do coronavírus. A carta teve a adesão de 21 governadores.

O governador de SC, Carlos Moisés, não se manifestou pelo posicionamento – Foto: Leo Munhoz/NDO governador de SC, Carlos Moisés, não se manifestou pelo posicionamento – Foto: Leo Munhoz/ND

Santa Catarina vive o pior momento da transmissão da doença desde o início da pandemia há um ano. Nas últimas 24h, de terça (9) para quarta (10), foram 107 mortes em território catarinense. A fila por um leito de UTI chegou a 419 pessoas, com hospitais e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) lotados. Já são 711.953 casos confirmados da doença no Estado, que resultaram em 8.277 mortes.

A iniciativa de parte dos gestores estaduais é justificada na carta aberta pelo agravamento da situação sanitária, com terríveis perdas de vidas, além de danos econômicos e sociais. “O coronavírus é hoje o maior adversário da nossa Nação. Precisamos evitar o total colapso dos sistemas hospitalares em todo o Brasil e melhorar o combate à pandemia. Só assim a nossa Pátria poderá encontrar um caminho de crescimento e de geração de empregos”, diz o documento.

Além do governador de SC, Carlos Moisés, também não assinaram o pacto os governadores: do Rio de Janeiro, Cláudio Castro; do Paraná, Ratinho Júnior; de Roraima, Antonio Denarium; de Rondônia, Marcos Rocha; e do Amazonas, Wilson Lima.

A carta aberta também clama pela integração de todos os sistemas hospitalares, a fim de usar ao máximo as disponibilidades existentes, a partir de planejamento e análise diária de cenários em cada unidade federada. “Consideramos que esse Pacto deve ser dirigido por um Comitê Gestor, com a participação dos três Poderes e de todos os níveis da Federação, além da assessoria de uma comissão de especialistas”, sugere o Fórum Nacional dos Governadores.

Em busca de um posicionamento do governo catarinense, o ND+ procurou a assessoria de comunicação, mas não obteve resposta até as 9h40min, desta quinta-feira (11).

Pacto deve ter os seguintes itens:

1) Expansão da vacinação, com pluralidade de fornecedores, mais compras e busca de solidariedade internacional, em face da gravidade da crise brasileira. Sublinhamos que todas as aquisições devem ser distribuídas segundo o marco legal do Plano Nacional de Imunização;

2) Apoio a medidas preventivas, essenciais para conter o vírus. Há limites objetivos à expansão de leitos hospitalares, tendo em vista escassez de insumos e de recursos humanos. Dessa forma, as medidas preventivas protegem as famílias, salvam vidas e asseguram viabilidade aos sistemas hospitalares. Medidas como o uso de máscaras e desestímulo a aglomerações têm sido usadas com sucesso na imensa maioria dos países, de todos os continentes.

3) Apoio aos estados para manutenção e ampliação de leitos, quando isso for possível.

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