Governo esclarece medidas adotadas pelo Estado para frear coronavírus

Secretários de Saúde, Administração e Infraestrutura abordaram a situação do transporte coletivo, tele-entrega e medidas emergenciais

O governo do Estado realizou uma entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (18) para esclarecer pontos do decreto que instituiu situação de emergência em Santa Catarina.

Entrevista coletiva detalhou medidas emergenciais – Foto: Reprodução/YouTube/NDEntrevista coletiva detalhou medidas emergenciais – Foto: Reprodução/YouTube/ND

Participaram da coletiva os secretários de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino; da Administração, Jorge Eduardo Tasca; e da Infraestrutura, Thiago Vieira.

Uma série de medidas restritivas foi anunciada por meio de um decreto, assinado na noite desta terça-feira (17). As medidas serão adotada pelos próximos sete dias, como uma forma de conter a proliferação do novo coronavírus.

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O número de casos de coronavírus na região Sul e o total no Estado não foram detalhados durante a coletiva de imprensa. O balanço deve ser atualizado na manhã desta quarta.

Transporte coletivo 

Uma das questões tratadas foi com relação à suspensão do transporte coletivo urbano municipal, intermunicipal e interestadual de passageiros. Segundo o secretário de Estado da Infraestrutura, Thiago Vieira, a medida abrange todo o território do Estado e já está em vigência.

“A aplicação da medida deve ser imediata. As empresas não precisam ser notificadas. Ao longo do dia, as empresas, gradativamente, devem interromper suas atividades”, explicou.

A prefeitura de Florianópolis, no entanto, informou que uma medida “previamente combinada” com o governo do Estado garantiu a circulação dos ônibus na Capital nesta quarta-feira (18). O objetivo, conforme a prefeitura, é assegurar o deslocamento dos servidores da saúde, limpeza urbana e segurança. O transporte coletivo, ao longo desta quarta, permanece para toda a população em Florianópolis.

Comércio afetado

Entre as ações está a suspensão do transporte coletivo urbano municipal, intermunicipal e interestadual de passageiros, além de proibição do funcionamento de comércio, academias e restaurantes.

Neste período, conforme o decreto, assinado na noite desta terça-feira, permanecerão abertos serviços considerados essenciais, como farmácias, supermercados, unidades de saúde, postos de combustível e distribuidoras de gás e água.

Serão mantidos em funcionamento presencial em Santa Catarina apenas os serviços públicos essenciais no âmbito municipal, estadual e federal. Todos os demais serão exercidos por meio digital ou remoto.

Serviços de tele-entrega

Os serviços de tele-entrega do ramo alimentício serão mantidos. No entanto, o secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, orienta as empresas que operem o serviço com o número reduzido de funcionários.

“A ideia é evitar que as pessoas fiquem circulando na cidade. Por isso, o delivery deve operar com a quantidade mínima de funcionários nas ruas”, disse o secretário.

Outros tipos de tele-entrega, que não são do ramo alimentício, devem ser suspensos.

Prazo das medidas emergenciais

A intenção do decreto, que passa a valer já nesta quarta-feira, é conter a transmissão interpessoal do Covid-19. Dentro do prazo estabelecido de sete dias, o governo irá analisar o cenário e avaliar a possibilidade de aumentar o prazo.

“Nos próximos dois meses, a tendência é que a curva decline e voltemos à normalidade. Se não intervirmos diretamente nesse momento, quando iniciamos a transmissão comunitária, o impacto sob a população como um todo pode ser maior”, avalia o secretário Helton de Souza Zeferino.

Abastecimento de álcool gel

O abastecimento de álcool gel nas unidades hospitalares está garantido, conforme o secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino. Segundo ele, foi encaminhado um pedido de insumos para o Ministério da Saúde com o intuito de atender toda a rede hospitalar de Santa Catarina.

Saiba mais:

O decreto implica nas seguintes suspensões pelos próximos sete dias:

  • A circulação do transporte coletivo urbano municipal, intermunicipal e interestadual de passageiros;
  • Atividades e serviços privados não essenciais, a exemplo de academias, shopping centers, restaurantes e comércio em geral;
  • Atividades e serviços públicos não essenciais, no âmbito municipal, estadual e federal;
  • A entrada de novos hóspedes no setor hoteleiro, mediante regulamentação por portaria específica;
  • Eventos e reuniões de qualquer natureza, de caráter público ou privado, incluídas excursões, cursos presenciais, missas e cultos religiosos ficam suspensos em todo o território catarinense por 30 dias;
  • As indústrias deverão operar em sua capacidade mínima necessária nas regiões em que já tenha sido identificado o contágio comunitário.

Confira a coletiva na íntegra:

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Saúde

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