Homens são os mais infectados por Covid-19 em Chapecó; veja os números

Dados divulgados nesta quarta-feira (13) são da Vigilância Epidemiológica de Chapecó

Com mais de 220 mil habitantes, Chapecó, no Oeste do Estado, tem cerca de 0,20% da população infectada pelo novo coronavírus. São 420 diagnósticos positivos da doença no município, segundo dados atualizados nesta quarta-feira (13). 

A maioria dos contaminados são homens, conforme levantamento da Vigilância Epidemiológica de Chapecó. Do total de pacientes infectados, 236 são do sexo masculino e 189 feminino. Não há registro de mortes pela doença no município. 

O número de infectados pelo vírus não chega a 1% da população chapecoense. Contudo, a preocupação pela infecção em massa se deve por conta de uma possível lotação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Com um cenário assim, o sistema poderia entrar em colapso de saúde pública.

Dados do município – Foto: Reprodução/NDDados do município – Foto: Reprodução/ND

Idades 

Os dados também mostram que a maioria dos infectados pelo novo coronavírus possuem idades entre 30 e 39 anos. Em seguida aparece pessoas com idades entre 20 e 29 anos. Na terceira posição está pessoas com idades entre 40 e 49 anos. 

Explicação mundial 

Para Sabra Klein, do Departamento de Microbiologia Molecular e Imunologia da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, o estrogênio — hormônio sexual feminino — pode ser a explicação para as diferentes respostas à doença.

“O estrogênio pode estimular aspectos da imunidade que são importantes para eliminar uma infecção viral e responder bem às vacinas”, diz a cientista à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

Com base nessas informações, Klein levanta a hipótese de que o estrogênio seja um fator que contribui para a maior imunidade do sexo feminino no surto atual de coronavírus.

Mas como o surto é recente, ainda não há pesquisas que demonstram isso de forma definitiva. “Vários estudos realizados com camundongos infectados pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (Sars) mostraram que o estrogênio contribuiu sem dúvida para a maneira como as fêmeas controlavam melhor a infecção do que os machos.”

Isso também aconteceu com o vírus da gripe comum. Em uma pesquisa realizada em células coletadas da mucosa do nariz de homens e mulheres, os pesquisadores descobriram que o estrogênio reduz bastante a quantidade de vírus da gripe que se replica nas células infectadas.

Isso sugere um possível efeito protetor do estrogênio no combate ao vírus. Para Janine Austin Clayton, diretora associada de pesquisa em Saúde da Mulher no Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, essa pesquisa mostrou “a importância de estudar as células de homens e mulheres e considerar o sexo como uma variável biológica ao coletar e analisar os dados das células”.

Além disso, as mulheres tendem a apresentar maior imunidade do que os homens após infecções virais, incluindo a gripe, o que poderia deixar a população feminina mais preparada para uma epidemia como esta. *Informações BBC News. 

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Saúde

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