Hospital Regional de São Miguel Do Oeste terá mais 5 leitos de UTI Covid

Anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, na tarde deste domingo; a Fiesc fez a doação de 8 respiradores

O Hospital Regional Terezinha Gaio Basso – Instituto Santé, de São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, deve instalar mais cinco leitos para UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Covid-19, a partir desta segunda-feira (22).

Respiradores serão utilizados no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso. – Foto: Luciano Encarnação/Prefeitura de São Miguel do Oeste/NDRespiradores serão utilizados no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso. – Foto: Luciano Encarnação/Prefeitura de São Miguel do Oeste/ND

A informação foi confirmada pelo secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, que visitou a instituição na tarde deste domingo (21), acompanhado do prefeito de São Miguel do Oeste, Wilson Trevisan. Eles foram recebidos pelo diretor da unidade, Rodrigo Lopes.

O secretário anunciou que o valor do repasse financeiro mensal ao Hospital, que é de R$ 3,9 milhões,  será ampliado em cerca de 50% para que a estrutura possa ser mantida. Garantiu, ainda, que não faltarão recursos para que a instituição amplie seus serviços conforme a necessidade durante a pandemia.

O diretor geral do Hospital, Rodrigo Lopes, explica que os leitos já são utilizados para manter pacientes estáveis que aguardam transferência no Pronto Socorro.

“A estrutura está montada e falta apenas a formalização dos leitos. Estamos com uma média de dois a cinco pacientes aguardando leitos de UTI e acreditamos que será o suficiente para o momento que enfrentamos”, afirma. A Unidade já conta com outros 18 leitos de UTI e 16 de enfermaria, exclusivos para a Covid-19.

O secretário elogiou a estrutura, os profissionais e a organização do Hospital. “Saio daqui mais tranquilo com o que estou vendo. Esse é um momento crítico, mas com cuidados e com esse tipo de parceria e a qualidade de trabalho que encontramos aqui, nós iremos passar por essa fase”, destaca Motta Ribeiro.

O prefeito de São Miguel do Oeste, Wilson Trevisan acompanhou a visita e expôs as principais demandas de São Miguel do Oeste e região na área da Saúde, solicitou atenção especial do Estado e agradeceu o auxílio oferecido.

Secretário de Estado da Saúde, André Motta, esteve no hospital na tarde deste domingo (21). – Foto: Luciano Encarnação/Prefeitura de São Miguel do Oeste/NDSecretário de Estado da Saúde, André Motta, esteve no hospital na tarde deste domingo (21). – Foto: Luciano Encarnação/Prefeitura de São Miguel do Oeste/ND

Reposição financeira e melhorias

O secretário de Estado disse que entende que com a pandemia houve o aumento na utilização de Equipamentos de Proteção Individual e de insumos, bem como, tudo ficou mais caro.

Com isso, confirmou que o Governo do Estado irá fazer uma reposição financeira ao Hospital Regional de São Miguel do Oeste que manteve suas atividades e cumprindo as metas de serviços em 2020, mesmo com as dificuldades enfrentadas. A viabilização de um novo tomógrafo também foi discutida durante a visita, e ainda, a ampliação e melhorias da estrutura.

FIESC doa 8 ventiladores pulmonares

Diante do agravamento da pandemia da Covid-19 no Oeste de Santa Catarina, a FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) doou oito ventiladores pulmonares ao Hospital Regional Terezinha Gaio Basso.

O investimento da FIESC foi de R$ 321,5 mil, incluindo o transporte aéreo. Os ventiladores são de procedência catarinense – foram fabricados em Mafra, pela GreyLogix, empresa que iniciou produção do equipamento em 2020, após receber apoio tecnológico dos Institutos SENAI de Inovação.

Respiradores serão utilizados no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso. – Foto: Ivan Ansolin/FIESC/NDRespiradores serão utilizados no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso. – Foto: Ivan Ansolin/FIESC/ND

Os equipamentos foram doados à SES (Secretaria de Estado da Saúde), que faz a distribuição conforme a demanda de cada região. O suprimento no Extremo-Oeste permite que estes e outros aparelhos do patrimônio da SES possam ser destinados às demais cidades, conforme a carência de cada uma.

“Ventiladores pulmonares são cruciais nos casos grave da Covid-19. Por isso, a elevação dos casos da doença fez com que a procura por esses equipamentos e de seus componentes crescesse substancialmente em todo o mundo”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

Neste quadro, o aumento da quantidade dos respiradores artificiais foi uma das estratégias da Federação no enfrentamento da pandemia. A ação foi desenvolvida em várias frentes. Uma delas foi o conserto de aparelhos avariados e que estavam fora de uso nas UTIs, realizada pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura.

Transporte aéreo foi articulado pela Confedesa da FIESC. – Foto: Ivan Ansolin/FIESC/NDTransporte aéreo foi articulado pela Confedesa da FIESC. – Foto: Ivan Ansolin/FIESC/ND

Outra frente foi a doação de outros dez aparelhos por meio de recursos angariados por meio do Fundo Empresarial para Reação Articulada de Santa Catarina Contra o Coronavírus (FERA-SC), mobilizado pela FIESC.

A terceira frente foi o apoio à produção nacional dos respiradores, também por meio dos Institutos SENAI. A ação mobilizou nove indústrias, em seis projetos e viabilizou a produção de mais de 8 mil unidades mensais dos aparelhos.

O transporte dos aparelhos foi feito pelo Aeroclube de Santa Catarina, numa articulação do Comdefesa (Comitê da Indústria da Defesa) da FIESC, presidido pelo industrial César Olsen.

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