Hospital Santa Inês, em BC, segue sem prazo para ativação, diz Carmen Zanotto

Secretária de Estado da Saúde esteve em Itajaí e falou sobre a reforma e reativação do hospital, além da situação do SAMU

A Secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, afirmou que os projetos de reativação do Hospital Santa Inês, em Balneário Camboriú, já estão em andamento, mas não deu prazo para a unidade voltar a funcionar.

Ela esteve na Amfri (Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí) nesta segunda-feira (3), onde também falou sobre a situação do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Reativação do hospital já foi pauta de reuniões desde o ano passado, mas ainda não saiu do papel – Foto: Arquivo/NDTVReativação do hospital já foi pauta de reuniões desde o ano passado, mas ainda não saiu do papel – Foto: Arquivo/NDTV

O hospital Santa Inês foi desativado em 2016, por falta de recursos. Na época, segundo a empresa que administrava a unidade, o hospital não estava recebendo repasses nem do governo Estadual, nem da Prefeitura de Balneário Camboriú e nem do SUS (Sistema Único de Saúde).

Santa Inês

A reforma do Hospital Santa Inês já foi pactuada em uma reunião entre o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira (Podemos) e o então secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, em julho do ano passado.

Na época, a intenção era reativar o hospital para suprir a demanda de pacientes da Covid-19. Atualmente, a região da Foz do Rio Itajaí só tem dois hospitais com UTI (Unidade de Terapia Intensiva) que atendem pelo SUS: O Hospital Ruth Cardoso, também em Balneário Camboriú, e o Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí.

Na época da reunião, a SES (Secretaria de Estado da Saúde) deu um prazo de 20 a 30 dias para a conclusão da reforma no Santa Inês. Mas, até agora, nada foi feito.

Agora, segundo Carmen Zanotto, atual secretária de Saúde de SC, o projeto para reforma e reativação do hospital já está em andamento. No entanto, ela não deu prazo para a conclusão.

Secretária esteve na Amfri e falou sobre o hospital Santa Inês e a situação do SAMU – Foto: Amfri/DivulgaçãoSecretária esteve na Amfri e falou sobre o hospital Santa Inês e a situação do SAMU – Foto: Amfri/Divulgação

Segundo ela, faltam estudos da demanda da região, que devem basear o projeto. A intenção é que, com o hospital ativo, a “demanda represada” de outros hospitais seja “desafogada”.

O presidente da Amfri e prefeito de Porto Belo, Emerson Stein, afirmou que o pedido formal de recuperação do hospital ainda deve ser encaminhado à SES nos próximos dias.

Situação do SAMU

Ainda na visita à Amfri, Carmen Zanotto falou sobre a situação do SAMU no Estado. Segundo ela, as ambulâncias que deveriam ser substituídas pelo governo Federal no ano passado, não foram trocadas.

“A substituição é feita a cada cinco anos, ou ‘X’ quilômetros rodados, o que não aconteceu”, explicou. Conforme a secretária, isso tem causado mais “baixas” nas ambulâncias e dificultando o atendimento à população.

Zanotto sugeriu a criação de um consórcio para compra de novas ambulâncias.

Carmen Zanotto sugeriu a criação de um consórcio para compra de novas ambulâncias – Foto: Cristiano Estrela/SecomCarmen Zanotto sugeriu a criação de um consórcio para compra de novas ambulâncias – Foto: Cristiano Estrela/Secom

Em março deste ano, Emerson Stein falou ao Balanço Geral sobre a possibilidade de alugar duas ambulâncias para suprir a necessidade das 11 cidades da região.

O presidente da Amfri informou, na época, que a decisão de alugar as ambulâncias, e não comprar, se dá porque a demanda é momentânea, neste momento de pandemia.

De acordo com Stein, a associação já está atuando na questão burocrática e decidindo quanto cada município vai pagar. Cada ambulância com UTI móvel custa R$ 156 mil por 30 dias.

A associação quer alugar duas ambulâncias por 30 dias. O aluguel pode ser renovado por mais 30 dias, depois deste prazo.

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