Indígena de Chapecó vive expectativa pela vacina: “muito feliz”

Maria Solange é técnica de enfermagem e atuou na linha de frente contra a Covid-19 desde o início da pandemia

Maria Solange Ciqueira, de 42 anos, é técnica de enfermagem e indígena. A moradora da Terra Indígena Toldo Chimbangue, em Chapecó, no Oeste catarinense, é uma das milhares de pessoas que aguardam pela vacinação contra a Covid-19. As doses chegaram em Santa Catarina na manhã dessa segunda-feira (18).

Mulher indígena negra parada em frente a um painel verde com escritas em vermelha na língua kaingang. A mulher tem o cabelo curto e usa uma camiseta vermelha e uma máscara azul. Ela está sorrindo com os olhosMaria Solange é técnica de enfermagem e atuou na linha de frente – Foto: Arquivo pessoal/ND

De acordo com as diretrizes do PNI (Plano Nacional de Imunização) do Ministério da Saúde, a vacinação seguirá por grupos prioritários, ou seja, profissionais da saúde, idosos e população indígena.

Em Chapecó, o grupo prioritário de vacinação compreende 16 mil pessoas, entre profissionais de saúde, indígenas, maiores de 75 anos e maiores de 60 anos que estão em instituições como asilos e casas de repouso.  Somente na área de saúde são mais de seis mil pessoas.

A expectativa é de que neste primeiro lote venham menos doses do que o necessário para este grupo. Por isso os primeiros que serão vacinados serão os profissionais que atuam nas UTIs Covid dos hospitais, depois do setor de enfermaria do Covid e, em seguida ambulatórios municipais do Ivo Silveira e Efapi.

Expectativa é grande

Segundo Maria, que atua na linha de frente desde o início da pandemia no polo base, dentro da aldeia, a expectativa é grande para receber a vacina contra o coronavírus.

“A gente fica na expectativa e muito feliz para que chegue de uma vez essa vacina para o povo se vacinar e terminar com esse sofrimento. Tivemos muitas perdas por causa da doença e a gente só quer o bem de todos”, comenta a indígena.

Na Terra Indígena Toldo Chimbangue tem mais de 950 indígenas, sendo 30% idosos. Para ela, atuar na linha de frente foi um desafio.

“É uma sensação ruim estar na linha de frente para socorrer o povo que confia muito na gente, mas a gente tem que ir sem medo, se proteger e ter muita fé”, conclui Maria.

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Saúde