Infectologista alerta para cuidados contra o contágio da Covid-19 no dia das crianças

Com a chegada do feriado, os responsáveis devem ficar atentos para as atividades ao ar livre ou em ambientes fechados, seguindo os protocolos sanitários para evitar o contágio da Covid-19 nas crianças

O dia das crianças está chegando, e com ele, vêm as preocupações acerca da saúde dos baixinhos. Em meio aos casos ativos de Covid-19, os pequenos não estão livres de serem contaminados pelo vírus.

Por conta disso, os pais e/ou responsáveis devem ter cuidado redobrado na hora de escolher como as festividades serão comemoradas quando optarem por saídas ao livre ou em ambientes fechados.

Pais e/ou responsáveis devem cuidar com a saúde das crianças durante comemorações no feriado – Foto: Freepik/Reprodução/NDPais e/ou responsáveis devem cuidar com a saúde das crianças durante comemorações no feriado – Foto: Freepik/Reprodução/ND

Conforme explica a infectologista pediatra, Presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Catarinense de Pediatria, Sônia Maria de Faria, os pais devem seguir todos os protocolos sanitários recomendados pelo governo do Estado a fim evitar a contaminação.

Entre os cuidados, estão o uso de máscaras, higiene das mãos e distanciamento social na medida do possível. Além disso, Sônia recomenda que os pais e responsáveis já estejam vacinados, reduzindo assim o risco de transmissão do vírus para seus filhos.

Até o momento no Brasil a vacinação contra o coronavírus está autorizada somente a partir dos 12 anos de idade, com o imunizante da farmacêutica Pfizer, produzido em parceria com a BioNTech. A recomendação, explica a pediatra, “pode ser ampliada futuramente dependendo dos resultados de estudos em desenvolvimento na faixa etária pediátrica”.

Covid-19 em crianças

A infectologista lembra que, em crianças, o coronavírus pode se manifestar como um resfriado comum, apresentando sintomas de coriza, tosse, febre baixa e eventualmente incômodos gastrointestinais como diarreia e vômitos.

Sônia ainda alerta que, muitas vezes, “as crianças infectadas nem apresentam sintomas”. Nesse sentido, faz-se ainda uma ressalva para a importância de manter em dia a caderneta vacinal das crianças, independente de qual doença os imunizantes possam agir contra.

Essa medida é “vital para a saúde da criança. Há anos atrás as crianças tinham sua saúde constantemente ameaçada por doenças como sarampo, poliomielite, tétano, difteria, coqueluche, meningite e outras. Felizmente hoje dispomos de vacinas para prevenir estas doenças, tornando estas doenças controladas no país”, comenta a pediatra.

Para que essas doenças não retornem, as taxas de coberturas vacinais necessitam continuar altas, explica Sônia. Pensando nisso, em outubro está ocorrendo em todo o Brasil uma campanha de multivacinação no SUS que visa atualizar o calendário vacinal da criança e do adolescente.

“A vacina não é apenas proteção individual, é proteção coletiva”, finaliza a médica pediatra.

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