Isolados, adolescentes com comorbidades lutam pela vacinação em SC

As famílias se apoiam na lei federal, publicada no final de julho, que coloca crianças e adolescentes com comorbidades na lista prioritária da vacina

Por lei federal, crianças e adolescentes com deficiência permanente ou comorbidades estão na lista prioritária para vacina contra Covid-19. Em Santa Catarina, porém, muitos jovens veem a campanha avançar sem saber quando receberão as doses do imunizante.

Eloá Coelho VieiraA adolescente faz uso de oxigênio por 12h diárias – Foto: NDTV/Reprodução

A adolescente Eloá Coelho Vieira, de 13 anos, por exemplo, está rigorosamente isolada desde o início da pandemia. Como ela faz uso de oxigênio, por complicações na saúde, é considerada do grupo de risco para a Covid-19.

Em quase um ano e meio, ela viu colegas voltaram às aulas presenciais e adultos com comorbidades serem vacinados. A insegurança e o tempo fora da rotina têm custado caro também à saúde mental da menina, que desenvolveu depressão e síndrome do pânico.

“Ela tem cardiopatia congênita, tem hipertensão pulmonar, o que faz ela usar oxigênio por 12 horas todos os dias. Ela faz reposição de anticorpos todos os meses, que ela tem imunidade baixa, e também tem Síndrome de Turner”, listou a mãe da garota, a dona de casa Cheila Cristiani Coelho.

Agora, a busca da família é que Eloá logo possa ser vacinada. Ela se apoia a lei publicada em 29 de julho, quando o governo federal incluiu gestantes, crianças e adolescentes com comorbidades no grupo prioritário de imunização.

A alteração da Lei 14.124 J foi publicada no Diário Oficial da União. “Eles são prioridade e continuam invisíveis ao poder público. A gente só quer que eles incluam nossos filhos, que eles têm direito”, cobra Cheila.

Em nota divulgada em 22 de julho, ainda antes da lei ser aprovada, a Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) informou que a vacinação do grupo deve ser feita com doses da vacina Pfizer ou outra que venha a ser autorizada, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para uso em pessoas abaixo dos 18 anos.

Eloá Coelho VieiraEloá está no grupo de risco e luta para ser vacinada – Foto: NDTV/Reprodução

À época, o superintendente de vigilância em saúde, Eduardo Macário, informou que a estratégia de vacinação na população abaixo dos 18 anos seria pautada em “documentos técnicos e análise do perfil epidemiológico de casos”.

“Serão consideradas evidências que apontem maior grau de vulnerabilidade de adolescentes portadores de doenças crônicas e deficiência permanente, além do planejamento da vacinação por faixa etária”, assinalou o superintendente.

A SES (Secretaria de Estado da Saúde) afirmou à reportagem do ND+ que a vacinação do grupo deve acontecer após a conclusão da população adulta. A pasta informou que “já discute quais os critérios que serão utilizados para a inserção dos adolescentes, com idade entre 17 e 12 anos, no Calendário Estadual de Vacinação contra a Covid-19”.

O médico infectologista Tarcísio Crocomo afirma que a vacinação do grupo é segura e que deve ser encorajada assim que as doses forem disponibilizadas pelo Estado. “O fato de eu ter um grupo vacinado, ele vai dar proteção, então isso vai acontecer com os adolescentes também”.

*Com informações da NDTV Joinville

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Joinville e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Saúde

Loading...