Japão considera limitar a 50% a capacidade de público nos Jogos Olímpicos

Para frear risco de contágio da Covid-19, governo estuda barrar entrada de torcedores estrangeiros; decisão sobre número de torcida sai em abril

Para reduzir o risco de contágio de Covid-19, o governo do Japão está considerando a possibilidade de limitar em 50% a capacidade de público nas arquibancadas dos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para julho deste ano.

A decisão sobre o número de torcedores que serão permitidos na Olimpíada deve ser anunciada até abril.

Governo japonês ainda vai decidir sobre a quantidade de público nas Olimpíadas de Tóquio 2020, que serão realizadas em julho desde ano  – Foto: Getty Images/Divulgação/NDGoverno japonês ainda vai decidir sobre a quantidade de público nas Olimpíadas de Tóquio 2020, que serão realizadas em julho desde ano  – Foto: Getty Images/Divulgação/ND

Segundo o jornal japonês Sankei, a ideia é limitar a 50% da capacidade das arenas. Locais com arquibancadas maiores, como o estádio olímpico, teriam capacidade reduzida a 20 mil pessoas, mesmo que esse número não alcance a metade dos assentos.

Mudanças

O Japão deve barrar a entrada de torcedores estrangeiros. Recentemente, o governo japonês assumiu que será “difícil” permitir a entrada de pessoas de outros países para assistir aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, embora tenha destacado que ainda não foi tomada uma decisão a esse respeito, o que deve acontecer até abril.

O país estuda, também, limitar o número de membros das delegações. Todos serão submetidos a testes de Covid-19 antes da viagem e no desembarque em Tóquio.

De acordo a imprensa local, cada governante terá direito a uma comitiva de apenas 11 pessoas. Dessa maneira, os japoneses esperam permitir a diplomacia olímpica e ao mesmo tempo minimizar riscos de contágio.

Os organizadores têm falado repetidamente sobre a intenção de realizar a Olimpíada este ano a todo custo. Embora o número de casos de coronavírus no Japão seja relativamente baixo em comparação com outros países, como Brasil e Estados Unidos, algumas cidades, incluindo Tóquio, ainda estão em estado de emergência, com o país enfrentando atualmente uma terceira onda da pandemia.

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