Joinville confirma quinta morte por dengue

Mulher tinha 68 anos e moradora da Zona Sul de Joinville

Já são cinco mortes por dengue em Joinville. A confirmação saiu na tarde desta terça-feira (4) por meio da unidade de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde.

A paciente teve complicações no quadro de saúde e não resistiu.

dengue Secretaria da Saúde confirma quinta morte por dengue em Joinville – Foto: Prefeitura de Joinville/Secom/Divulgação ND

Trata-se de uma mulher, de 68 anos, moradora da Zona Sul de Joinville. Ela tinha doenças associadas, incluindo hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus. A morte foi registrada no dia 1º de junho.

Até esta quarta-feira, haviam sido notificados 23,6 mil casos na cidade. Destes, 16,6 mil casos foram confirmados só este ano.

Para permitir o acompanhamento dos dados dos casos confirmados e dos focos do mosquito, a Prefeitura de Joinville atualiza diariamente o painel da dengue, disponível em joinville.sc.gov.br/dengue.

Os bairros Aventureiro, Costa e Silva e Petrópolis lideram o número de focos do mosquito.

A orientação da Vigilância Ambiental é que os moradores façam frequentemente vistorias rápidas nos terrenos para eliminar possíveis focos do mosquito. Qualquer item que acumule água pode ser um criadouro para as larvas.

Aedes Aegypt, mosquito transmissor da dengue. – Foto: Pixabay/NDAedes Aegypt, mosquito transmissor da dengue. – Foto: Pixabay/ND

Em Santa Catarina

Segundo o último boletim divulgado pela DIVE/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) até 10 de julho de 2021 foram identificados 43.914 focos do mosquito Aedes aegypti em 218 municípios catarinenses.

O número é 88% maior na comparação com o mesmo período de 2020, quando foram identificados 23.358 focos em 187 cidades.

Ainda de acordo com a Dive/SC, este ano, foram confirmados mais de 17,5 mil casos de dengue em Santa Catarina.

Ao todo, 115 municípios são considerados infestados. Desses, quatro estão em situação de epidemia: Joinville, no Norte, Navegantes e Camboriú, na Foz do Rio Itajaí e Santa Helena, no Extremo Oeste.

Cuidado com os sintomas

Segundo o médico infectologista Luiz Henrique Melo, responsável pela Vigilância Epidemiológica de Joinville, entre as doenças virais, os sintomas são muito semelhantes e podem confundir as pessoas. Por isso, o diagnóstico médico é fundamental.

“O que ajuda a caracterizar mais e ajuda diferenciar mais a dengue do coronavírus, por exemplo, é a dor atrás do olho que é bem característica e também a erupção cutânea, uma lesão de pele que é bastante frequente na dengue.  Já febre e dor muscular são muito semelhantes nas duas. Porém, é muito fácil confundir”, admite o infectologista.

Vacina

Enquanto a vacina contra dengue não chega na rede pública, a rede privada de Joinville já conta com o imunizante contra dengue. Laboratórios e clínicas dispõem das doses, que custam entre  R$ 240 a R$ 300 cada dose. São três doses com intervalo de seis meses para completar o ciclo de imunização e proteção ideal.

A vacina, no entanto, só pode ser aplicada a quem já teve dengue.

Como há pelo menos quatro configurações (sorotipos) do vírus, ou seja, a pessoa pode pegar até quatro vezes dengue, a composição da cepa é diferenciada e, por isso, não é possível fazer uma vacina para quem nunca pegou a doença.

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Saúde

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