Joinville é cenário de pesquisa nacional sobre esclerose múltipla

Joinville está entre as 10 cidades que serão mapeadas por um comitê nacional até 2017

Divulgação/Hospital Albert Einstein

Pacientes de Joinville que vivem com esclerose múltipla estão ajudando pesquisadores e especialistas a entender mais sobre os aspectos da doença que acomete 30 mil brasileiros. Nesta sexta (11), neurologistas da cidade se reúnem com especialistas de outros estados que integram o Bctrims (sigla em inglês para Comitê Brasileiro de Tratamento e pesquisa em Esclerose Múltipla e Doenças Neuroimunológicas) para coletar informações de joinvilenses diagnosticados com a doença. A ação é chamada Prevalence Day (Dia de Prevalência) e será realizada no Hospital Dona Helena, com pacientes da rede de saúde pública e privada.

O neurologista Flávio Ribas, do Serviço de Neurologia do Hospital Dona Helena, explica que o Bctrims é um dos principais órgãos de pesquisas sobre esclerose e os dados coletados em Joinville vão auxiliar nas pesquisas nacionais e internacionais sobre a doença.

“Eles escolheram Joinville porque a cidade preenche vários critérios de inclusão no projeto de pesquisa e apresenta uma descendência germânica, dado importante para avaliar as questões genéticas da doença. Além disso, Joinville é uma cidade que tem um atendimento de referência na neurologia”, justifica Ribas.

O professor doutor Marcos Aurélio Lana-Peixoto, idealizador do estudo diz que o estudo tem como objetivo fornecer dados epidemiológicos sólidos sobre a real prevalência da esclerose múltipla na população brasileira, em diferentes regiões do país. A primeira cidade brasileira a fazer parte do estudo foi Araguari (MG), seguida por Passo Fundo (RS).

De acordo o neurologista Jefferson Becker, presidente do Bctrims, Joinville participará do mapeamento porque a população da cidade “preenche os critérios de inclusão no projeto, e apresenta uma descendência nitidamente germânica, dado importante para avaliar a questão genética da doença”. Outras sete cidades integrarão mapeamento ao longo de 2016 e 2017: Bento Gonçalves (RS), Taubaté (SP), Bastos (SP), Barbacena (MG), Itabuna (BA), Sobral (CE) e Manaus (AM).

O Prevalence Day em Joinville é resultado da força-tarefa de neurologistas locais e conta ainda com apoio da Associação de Apoio aos Pacientes de Esclerose Múltipla de Joinville e Região (Arpemj). Os resultados do estudo permitirão ainda uma melhor assistência aos pacientes com esclerose múltipla.

Saiba mais: | esclerose múltipla:

A doença

– A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica, autoimune, inflamatória e desmielinizante que compromete principalmente a chamada bainha de mielina, que pode ser identificada como uma capa que envolve os nossos condutores nervosos (que levam impulsos do corpo ao cérebro e vice-versa) e que permite uma condução mais rápida e energética dos impulsos nervosos.

–  A doença coloca o organismo em degeneração progressiva e, no longo prazo, pode impedir o portador de realizar as suas atividades normais pelo acúmulo de incapacidades

– A doença afeta mais frequentemente as mulheres e adultos jovens entre os 20 e 40 anos;

Sintomas

– São variáveis. No início, o paciente pode apresentar perda da visão, formigamento nos membros, perda dos movimentos ou até mesmo vertigem. Os sinais podem aparecer e desaparecer espontaneamente, por isso, a importância de consultar um especialista logo ao primeiro sintoma;

Tratamento

 – Embora não exista tratamento que leve à cura da doença, mas existem alguns medicamentos que podem modificar favoravelmente a evolução da esclerose múltipla, seja por sua atividade inflamatória, imunomoduladora ou imunossupressora.

– Tão importante quanto o tratamento específico da doença, constitui-se a abordagem terapêutica dos sintomas como depressão, fadiga, espasticidade, dentre outros.

Estatística

– No Brasil, cerca de 30.000 pessoas sofrem de esclerose múltipla.

– Na Europa, esta doença atinge 350.000 pessoas.

– Nos EUA, cerca de 400.000 pessoas são afetadas por esta doença

– No mundo é estimado que cerca de 2,5 milhões de pessoas são afetadas pela esclerose múltipla.

Fonte: http://www.criasaude.com.br/

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Saúde

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