Joinville em alerta por causa da variante Delta; entenda

Saúde de Joinville quer saber se o aumento de casos ativos tem relação com as férias do meio do ano ou com a variante Delta

Joinville acendeu o sinal de alerta diante das confirmações de casos da variante Delta. Epicentro no Estado, o município está com cinco casos, sendo três contraídos dentro da cidade e outros dois casos em investigação para saber a “origem” da contaminação: se foi dentro de Joinville ou “importado”.

Na região Norte do Estado, cinco cidades (Joinville, São Francisco do Sul, Barra Velha, Mafra e São Bento do Sul) apresentam 15 casos de variante Delta confirmados.

Variante Delta deixa Santa Catarina em alerta  – Foto: Pixabay/Divulgação NDVariante Delta deixa Santa Catarina em alerta  – Foto: Pixabay/Divulgação ND

Em Joinville, para esses dois casos em investigação, a Secretaria Municipal de Saúde pediu sequenciamento genético.

Aliás, a Saúde de Joinville vem acompanhando de perto o comportamento da doença, ou seja, cada paciente com Covid-19 que demonstrar um comportamento diferente, como gravidade maior na condição de saúde, é investigado seja por meio de um sequenciamento genético, avalição do prontuário entre outros.

O secretário de Saúde, Jean Rodrigues, monitora a evolução dos casos notificados a cada dia. Nos últimos 21 dias, houve um aumento considerável no número de casos: de cerca de 900 para quase 1.500 ativos nesta terça-feira, dia 10. São 218 estão internados e 1.252 pacientes em isolamento domiciliar.

“Não chega a ser uma escalada, mas o número é alto, não cede. Isso nos preocupa e acende o alerta”, destaca Jean Rodrigues.

Crescimento dos casos ativos: reflexo das férias ou da variante Delta?

O que a Saúde de Joinville busca entender é se esse crescimento de casos ativos é reflexo das férias escolares ou tem relação com a variante Delta que está circulando na cidade.

Por isso, o município busca identificar por meio do sequenciamento genético a fim de determinar qual vírus está dominante neste momento.

O que preocupa é que Joinville está um pouco “fora da curva”, assim como Chapecó, no Oeste do Estado, por exemplo.

“Se nossas medidas são iguais às do resto do Estado se espera um comportamento linear. Mas Joinville não está revelando esse comportamento”, continua o secretário de Saúde.

Claro que, para determinar que seja “culpa” da variante Delta, seria preciso um crescimento muito maior, de três a quatro vezes mais, já que a Delta tem uma transmissibilidade muito mais rápida do que resfriado, por exemplo. O que não é o caso em Joinville, que não teve uma explosão de casos, mas sim um crescimento persistente. Por isso, o momento é de análises laboratoriais e avaliação do cenário.

Acelerar a segunda dose

Para Jean Rodrigues, a estratégia é tentar acelerar a segunda dose da vacina no município.

Pelo cronograma pelo Estado, no final de agosto, o ciclo da primeira dose será fechado para grupos de 18 anos ao mais. 

Por isso, o objetivo é atacar a segunda dose e ampliar a proteção para o maior número de joinvilenses.

O secretário comentou ainda que não vê motivos neste momento para vacinar adolescentes analisando o quadro de internações e óbitos.

“A ciência e a estatística devem ser usadas para tomada de decisões. O número de internações de adolescentes é baixíssimo. Hoje, quem está morrendo são os adultos. Por isso, defendo que se priorize a segunda dose da vacina. Depois, claro, avançar no grupo de 17 anos”, avalia Jean Rodrigues.

O cenário epidemiológico precisa nortear essas decisões, continua o secretário, lembrando que o próprio Ministério da Saúde está encaminhando mais doses aos Estados que têm confirmação da variante Delta em circulação.

Veja os casos confirmados e as formas de infecção:

Casos confirmados em SC e os tipos de infecção – Foto: SUV/Divulgação/NDCasos confirmados em SC e os tipos de infecção – Foto: SUV/Divulgação/ND

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