Joinville entra em alerta com avanço de casos de Covid-19

Secretário de Saúde admite aumento de casos e projeta cenário preocupante para dezembro com avanço no número de mortes pela doença

Mais de 15% de aumento no número de notificações de síndromes gripais confirmadas para Covid-19. O avanço no número de casos de coronavírus em Joinville, no Norte de Santa Catarina, acendeu um alerta no município.

Taxa de ocupação de leitos ultrapassou os 80% na cidade – Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Joinville/NDTaxa de ocupação de leitos ultrapassou os 80% na cidade – Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Joinville/ND

Ainda considerada o epicentro da pandemia, a maior cidade do Estado vem assistindo o aumento na contaminação do vírus e, consequentemente, na taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O reflexo começa a ser sentido e, como consequência, após nove dias sem registro de morte, a cidade voltou a ter óbitos em decorrência da doença.

Nesta quinta-feira (19), foram confirmadas as mortes de uma mulher de 45 anos e de um homem de 89. Os casos chegaram a 25.553 desde o início da pandemia, com mais de 1,5 mil ativos. Nos hospitais, mais de 80% de taxa de ocupação.

O avanço preocupa e o secretário de Saúde, Jean Rodrigues, admite a situação delicada da cidade e projeta um cenário ainda mais preocupante para dezembro quando a cidade deve ter um aumento significativo no número de casos e óbitos caso não consiga frear a transmissibilidade.

“O reflexo dos novos casos de agora vai aparecer em dezembro e na terceira e quarta semana, pela estatística, teremos um aumento de óbitos. Teremos um índice duro. A tendência é de crescimento de casos ativos, ocupação, óbitos. É uma progressão. Precisamos baixar e segurar a transmissibilidade”, alerta.

Cirurgias serão novamente suspensas

Para tentar frear esse avanço, o município traçou estratégias. Além de endurecer as medidas restritivas, limitando a 30% a ocupação de espaços públicos e privados, o secretário garante que outras medidas estão sendo colocadas em práticas e outras devem ser viabilizadas, como a nova ampliação no número de leitos de UTI para o tratamento da Covid-19.

Secretário de Saúde Jean Rodrigues projeta cenário delicado para a cidade em dezembro – Foto: ReproduçãoSecretário de Saúde Jean Rodrigues projeta cenário delicado para a cidade em dezembro – Foto: Reprodução

A projeção de ampliação é para que, em dezembro, o município tenha cerca de 100 leitos na rede pública. Hoje são 54. Ele conta, ainda, que cirurgias devem ser novamente suspensas para aumentar a capacidade de leitos exclusivos para a Covid-19. No entanto, aquelas já agendadas no Hospital Bethesda serão mantidas.

Além disso, ele ressalta a importância da rede privada no sistema de saúde para atendimento da pandemia. “Joinville tem 212 mil vidas cobertas por plano de saúde. A rede privada é muito importante nesse processo de aumento de leitos”, fala.

Além do redimensionamento a rede hospitalar e da edição do decreto, o secretário afirma que na manhã desta quinta-feira, uma reunião entre a secretaria e as associações comerciais e empresariais da cidade foi realizada para mostrar aos empresários o cenário atual e orientá-los no sentido preventivo da contaminação. “Pedimos o apoio no sentido de orientar os empregadores a respeitar a questão do afastamento compulsório por 10 dias das pessoas com sintomas de síndromes gripais, trabalhando na prevenção”, diz.

Apesar de admitir o cenário delicado e indicar que outras estratégias estão sendo pensadas para frear a contaminação, Jean reforça que Joinville não tem e não terá lockdown. “Mesmo no período mais difícil não trabalhamos com lockdown e não será agora. Não está no nosso radar porque consideramos que a população é consciente para segurar a transmissibilidade”, ressalta.

O secretário reforça, ainda, o pedido para que a população esteja atenta aos sintomas e, ao menor deles, procure uma unidade de saúde ou atendimento no Ligue Saúde.

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